"A justiça começa em casa", afirmou o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, falando aos fiéis durante a missa de abertura das manifestações na capital paulista. "Devemos fazer aquilo que é bom para que tenhamos um povo fraterno, um povo pacífico, que realmente manifesta a alegria de viver. Não podemos nos esquecer de olhar e resolver, em diálogo, os gritos que clamam os céus, dos excluídos em nossas comunidades cristãs," exortou o cardeal de São Paulo ao pedir que cada um se esforce para fazer a sua parte. "Ninguém seja excluída da vida, nem pela fome ou pela falta de moradia, nem pela exclusão antes de nascer", destacou. O cardeal lembrou também que, em época de eleições é tempo de refletir sobre as propostas dos candidatos e fazer escolhas acertadas para o futuro político da nação...leia mais
Comentando sobre o evento, dona Carmem Aparecida da Silva, 50, atuante nas Comunidades Eclesial de Base - CEBs em são Paulo, disse que ninguém acredita mais nos gritos do povo brasileiro. Para ela, "o grito do Ipiranga ainda não se tornou o grito dos excluídos. Mas, com fé, esperamos ver uma pátria melhor", completou.
Para Plínio Rodrigues, 70, da Zona Leste de São Paulo e membro do Movimento dos Idosos da Casa Clara e do Conselho da Câmara dos Idosos, o Grito dos Excluídos é muito válido, "embora ainda não tenha atingido o grito dos idosos. Contudo, a gente não pode desanimar de lutar pelo direito de todos, por que a luta através da palavra, olhares e consciência leva à participação de todos", afirmou Plínio.
Fonte: Revista Missões
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