14/07/2011

João Baptista é sacerdote - E. Assunção

Numa cerimónia cheia de alegria e colorido, o bispo Francisco Lucena impôs as mãos, para consagrar sacerdote, o diácono João Baptista, missionário da Consolata brasileiro. A catedral encheu com os familiares e amigos do neo-sacerdote, e com o povo de Pilõezinhos, sua terra natal, uma cidade de seis mil habitantes bem próxima de Guarabira, sede da diocese. Acompanharam o jovem sacerdote vários missionários e leigos da Consolata, vindos de vários pontos do Brasil e de Portugal.
foto de piloezinhos,,,kkk

Francisco Lucena felicitou o neo-sacerdote e desejou-lhe, com extraordinário vigor e entusiasmo, um apostolado missionário fecundo através da entrega total ao serviço do Evangelho. O neo-sacerdote, que realizou a sua experiência pastoral de diácono no Bairro do Zambujal, nos arredores de Lisboa, vai regressar ao seu campo de trabalho em Portugal, após as celebrações em várias cidades do Brasil, locais por onde passou antes de entrar no seminário e onde realizou a sua formação.



Fonte: Fatima Missionaria

20/05/2011

Love turned into works: Sister Dulce - By Carmen Elena Villa

Sister Dulce Lopes Pontes is the most admired woman in the history of Brazil, according to a newspaper of São Paulo. This Sunday, the nun who died less than 20 years ago will be recognized as Blessed Dulce.

"Every saint is an example of Christ, as was Sister Dulce. She dedicated herself every day throughout her life to the poor and the suffering," said Cardinal Geraldo Majella Agnelo, the retired archbishop of her native Salvador da Bahia, when he learned of her beatification.

The cardinal will represent Benedict XVI in presiding over the beatification of this 1988 Nobel Peace Prize nominee, who was twice visited by another blessed, Pope John Paul II (in 1980 and 1991).

The future nun was born in 1914 and baptized Maria Rita. Her mother died when she was 6 and her aunts brought her up. At 13, one of her aunts took her to see the poorest areas of the city, an event that awakened her great sensitivity. Thus, at 18 she entered the Missionary Sisters of the Immaculate Conception of the Mother of God, where she took the name Sister Dulce.

One of the inspirations for her vocation was the life of St. Thérèse of the Child Jesus. "I think I am like the little love of my small heart, that no matter how much love it has, it is little for such a great God," wrote Sister Dulce when she entered the convent. Like "St. Thérèse, I think that the Child Jesus is pleased with all little acts of love no matter how small they are."

Love turned into works

Her little acts of love were translated into great social works. Sister Dulce founded the St. Francis Union of Workers. Then she began to shelter sick persons in abandoned houses of Salvador da Bahia. When they were evicted, she moved her shelter to an old fish market, but the municipality obliged her to leave that site too.

The only place she could receive more than 70 people who needed medical care was the chicken coop of the convent where she lived. The coop soon became an improvised hospital.

Thus began the history of another of her foundations: St. Anthony's Hospital, which was opened officially in May of 1959, with 150 beds; now it cares for 3,000 patients daily.

Today her foundations are known as Sister Dulce's Social Works, with the acronym OSID (Obras Sociais Irmã Dulce). It functions as a private charitable entity under Brazilian law.

In the last 30 years of her life, Sister Dulce's health declined. She had only 30% of her respiratory capacity. In 1990 she began to worsen and was hospitalized for 16 months. While there she received a visit from John Paul II, with whom she had had a private audience 10 years earlier.

She was transferred to St. Anthony's convent where she died on March 13, 1992. Thousands of men and women in conditions of extreme poverty gathered for a last farewell before her mortal remains.
Last year her body was taken to the Church of the Immaculate Conception of the Mother of God, where it was found to be incorrupt.

The miracle for her beatification happened in 2001 when Cláudia Cristiane Santos, who today is 42, survived an uncontrolled hemorrhage after giving birth. The bleeding continued despite three operations. Doctors lost all hope that she would survive but when her relatives asked for the intercession of Sister Dulce, in a chain of prayer led by Father José Almí de Menezes, the bleeding stopped immediately.

This event was the confirmation of Sister Dulce's virtuous life, centered on prayer and charity in little things. "Love overcomes all obstacles, all sacrifices," Sister Dulce used to say.


Fonte: Zenit. 

29/04/2011

Páscoa Jovem por Thalisson Bomfim e Rairone Pachú*

A Páscoa Jovem deste ano de 2011 aconteceu na comunidade de Gameleira, Paróquia de São João Batista de Jaguarari-Bahia. Situada no centro-oeste Bahiano, recebeu de braços abertos os jovens missionários Consolata, de Salvador, Feira de Santana, Monte Santo e Jaguarari, entre os dias 20 a 24 de abril.

No dia 21 as 06h30min da manhã, 51 jovens foram para a mesma comunidade, tiveram um dia todo dedicado a formação, com os seguintes temas: A visão geral de Páscoa, a Instituição da Eucaristia, lava pés (serviço), Paixão e Morte, Ressurreição e Campanha da Fraternidade 2011, e Missão a partir da experiência do ressuscitado. Após a celebração Eucarística da quinta feira santa, os jovens foram enviados para diversos povoados como Anhã, Barracão, Várzia das Pedras, Favela, Jacunã, Malhada da Areia e a própria Gameleira, para realizar atividades comunitárias, conhecendo e vivenciando o espírito pascal a realidade das famílias – grande maioria carente – no sertão baiano. Na sexta feira e no sábado realizaram celebrações e visita nas famílias.

Uma das experiências marcantes de três jovens que ficaram no povoado de Vásia das Pedras, foi a de conhecer a senhora Mª Candida de 103 anos, que conheceu o próprio rei do cangaço, o Lampião. Segundo a filha da Dona Mª Candida, quando lúcida contava a seus filhos que Lampião passou pela casa de seu pai, que em certa vez deitou-se num banco e fez uma oração para que ficar invisível e não foi visto diante dos olhos do rei do cangaço. Outro fato marcante foi a historia de Sebastião, que está debilitado a dois anos por causa de um AVC – Acidente Vascular Cerebral – que paralisou o lado de seu corpo.”(…)

Quando me abaixei para pegar um pé de feijão com cuidado para não ferir a terra, a minha mão não respondeu, fui andar a perna não respondeu também, vim me arrastando para casa e já estou aqui deitado a 2 anos.(…) Meu Deus, meu pai, o que eu fiz para merecer isso ?(…) Meus amigos não vem me visitar, pois não tem coragem de me ver nesse estado, eu tenho fé de ainda poder andar, nem que seja dentro de minha casa(…) Muito o brigado por me visitar, mas assim, nesse estado que estou, não tenho o que oferecer.

Me desculpem(…) Assim que vocês souberem de minha melhora, venham me visitar, para eu lhes mostrar a minha roça, como eu fazia com os que vinham me visitar(…) Perdão senhor! Seja lá qual foi o meu pecado.”
Após sair da casa de Sebastião, os jovens se sensibilizaram com a historia dele, voltaram a sua casa quase que imediatamente e fizeram uma proposta a sua esposa, de conseguir uma cama hospitalar – pois ele dormia no chão – e uma cadeira de rodas para se locomover. Porém sua esposa nega qualquer tipo de ajuda, seja da comunidade, dos agentes de saúde ou de qualquer outra oferta que seja para melhorar a qualidade de vida de seu marido.

O sábado pela manhã os Jovens missionários que ficaram no povoado de Jacunã, prepararam uma festa para as crianças, com direito a palhaços e diversos tipos de brincadeiras. Os missionários da comunidade de Gameleira preparam uma tarde para jovens, na tentativa de reavivar o Grupo de Jovens presente da comunidade, que andava “perdidos”. A noite o Pe. Tamrat (Chamado carinhosamente pelas crianças de Pe. Tomate) fez uma bela celebração.

O domingo começou cedo com a chegada dos jovens em Gameleira, jovens estes que estavam vivenciando os mistérios da Páscoa nos povoados, após um breve momento de interação, todos foram para a missa de páscoa, após a missa aconteceu um conselho para avaliar os aspectos positivos e negativos da páscoa jovem, os missionários também receberam o envio para sua nova missão, agora em suas respectivas comunidades.


*Equipe da AMV-Bahia
Fonte: missionarios da consolata

12/03/2011

NÃO SÓ DE PÃO VIVE O SER HUMANO - Celso Loraschi

1º DOMINGO DA QUARESMA (13 de março)

I. INTRODUÇÃO GERAL
Iniciamos o período da Quaresma com a disposição renovada de mergulhar em Deus, deixando-nos iluminar por suas palavras, questionando-nos sobre nossas atitudes e comprometendo-nos com uma nova vida. Somos fruto da iniciativa amorosa de Deus. Ele nos modelou a partir do barro e deu-nos a vida, insuflando em nós o seu sopro divino. Presenteou o ser humano com uma habitação especial, um jardim que produz toda espécie de frutos. Para conservar o estado de bem-estar e alegria, ordenou-lhe que não tocasse na “árvore da ciência do bem e do mal”.
Porém, a rebeldia dos homens e das mulheres, representados por Adão e Eva, originou toda espécie de males (I leitura). Deus, no entanto, não abandona as suas criaturas. Ele é criador e também libertador. Por isso, como máxima expressão do seu amor, enviou o seu Filho, Jesus Cristo, para nos libertar de todos os males com suas consequências. Se pelo pecado de Adão entrou a morte no mundo, pela graça de Jesus Cristo nos é dada a redenção (II leitura). Para isso, Jesus assumiu plenamente a condição humana, sofreu toda espécie de tentações durante toda a sua vida.
Porém, não caiu nelas. Permaneceu fiel à vontade do Pai, alimentando-se permanentemente de sua palavra e cultivando a sua intimidade pelo silêncio e pela oração (Evangelho). Portanto, a palavra e o exemplo de nosso irmão maior, Jesus Cristo, devem tornar-se o pão nosso de cada dia, que nos sustenta na caminhada desta vida e nos mantém na fidelidade ao projeto de Deus.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Gn 2,7-9; 3,1-7): Da argila da terra Deus criou o ser humano
A figura de Deus apresentada nesse relato da criação é a de um oleiro com uma incrível capacidade artística. Percebe-se a intenção dos autores de ressaltar a origem do ser humano, que tem íntima ligação com Deus e com a terra que ele criou. O próprio nome Adão vem de adamah, termo hebraico que designa a terra. É a palavra que deu origem ao homem, entendido aqui como nome genérico da raça humana. Homens e mulheres são seres originados do húmus da terra. A terra, portanto, Deus a fez e a usou como “mãe” da humanidade. Ela é fonte de vida, é fértil e produz todas as espécies de frutos.
Deus é pai, amigo e conselheiro dos seus filhos e filhas. Dá-lhes as instruções necessárias para que possam viver sobre a terra em íntima comunhão com ele e, como decorrência, em solidariedade com todas as coisas. Por isso, Deus pede que não comam do fruto da “árvore da ciência do bem e do mal”. Em outras palavras: os seres humanos devem respeitar a soberania de Deus sobre todas as coisas e submeter-se ao seu desígnio.
Tudo o que ele faz é muito bom. A narrativa busca explicar o motivo do sofrimento pessoal e dos males sociais. A origem de todas as coisas está fundamentada na bondade divina. Foram feitas para o bem dos seres humanos. Por que, então, o sofrimento? Os autores do texto expressam profunda consciência crítica sobre a opressão. Esta se constitui a causa de todos os males. Ao tomarem a figura da serpente como a provocadora da violação da ordem divina, apontam para a sagacidade do poder em “dar o bote” para morder e alienar a consciência humana.
Certamente, o grupo que está por trás do texto conhece muito bem as consequências da monarquia israelita. Analisam a realidade social, denunciando a ambição de grandeza e de sabedoria do regime monárquico, que pretende ser “igual a Deus”, usurpando o poder divino e revelando o domínio sobre os bens e as pessoas. Mas, como diz o adágio popular, “o rei está nu”. A nudez revela que a fraqueza e a condição de mortalidade fazem parte da pessoa. De que lhe adiantam as pretensões de poder e de possessão? Confrontado honestamente com o desígnio divino, o ser humano, pretensamente poderoso, sente-se envergonhado. É claro, pois a conquista e a manutenção do poder envolvem mentiras, enganação, usurpação de bens... Deus, porém, é justo e verdadeiro. Diante dele, nenhuma “folha de figueira” cobre essa nudez, a transparência de sua verdade, por mais que a pessoa busque justificativas.

2. II leitura (Rm 5,12-19): O novo ser humano em Jesus Cristo
Um dos temas dominantes na carta aos Romanos é a justificação pela graça. Para são Paulo, o pecado entrou no mundo trazendo a morte. Esta deve ser entendida não apenas em seu aspecto físico, mas também como realidade pessoal e social, proveniente do egoísmo humano. É herança da transgressão de Adão, representante dos seres humanos. Essa condição de pecadores nos torna incapacitados de nos redimir. Nenhum mérito humano possibilita a salvação. Ela nos é dada por pura graça de Deus, que se revela plenamente em Cristo Jesus.
Com a Lei, ficou explícito em que consiste o pecado. Com Jesus, a Lei foi superada e, sem ela, o pecado já não é levado em conta. Isso acontece porque a graça de Deus foi derramada sobre todos nós, pecadores, redimindo-nos do pecado. Se o pecado de Adão trouxe a morte, a fidelidade de Jesus Cristo trouxe a vida definitiva. Se a rebeldia do ser humano diante do Criador trouxe a condenação para todos, o dom gratuito de Jesus Cristo para todos trouxe a justificação. Se a transgressão do ser humano é fonte de morte, a graça de Deus, por meio de Jesus, é fonte de vida plena. A graça nos reconcilia com Deus e resgata a nossa integridade. Pela graça, é-nos dada a vida eterna.
São Paulo nos convence de que o pecado foi instrumento que possibilitou a manifestação da misericórdia divina. A transgressão do “primeiro Adão” não conseguiu impedir o fluxo da graça. Pelo contrário, fê-la fluir ainda mais abundantemente. Essa certeza nos torna abertos para acolher o perdão gratuito de Deus e nos incentiva a mergulhar sempre mais em sua graça. Deus nos criou por amor e também por amor nos liberta do mal e da morte. O ato de expiação de Jesus, o novo Adão, anulou definitivamente o poder do pecado.

3. Evangelho (Mt 4,1-11): Jesus vence as tentações
Desde o início do seu ministério, Jesus enfrenta o embate com propostas diabólicas que buscam desviá-lo de sua missão de defender e promover a vida digna das vítimas do poder em sua tríplice dimensão. O “diabo”, a antiga serpente, inimigo do plano de Deus para a humanidade (cujas expressões se encontram dentro de cada um de nós como nas próprias estruturas sociais), convida Jesus a seguir outro caminho, procurando fazê-lo abandonar a missão que iria realizar como Messias sofredor. Em toda a sua vida (este é o sentido dos “40 dias e 40 noites”), Jesus foi tentado a dar preferência a uma lógica criada segundo intentos egoístas. Tem a possibilidade de, ou apresentar um falso messianismo, satisfazendo as expectativas dos seus contemporâneos, ou optar pela realização da vontade do Pai, assumindo o serviço de libertação junto às pessoas excluídas.
A primeira tentação indica a dimensão econômica do poder. Jesus, como ser humano, sentiu-se certamente atraído pela proposta de orientar a sua vida para o acúmulo de bens e para o desfrute dos prazeres que eles podem oferecer. Podia até mesmo ancorar-se na “teologia da retribuição”, tão presente nos ensinamentos oficiais dos doutores da Lei, legitimando a riqueza e o bem-estar físico como bênçãos divinas. Porém, Jesus vai por outro caminho. Ele dedica todo o seu tempo e sacrifica a própria vida no cumprimento da missão que o Pai lhe deu em favor do resgate da vida digna sem exclusão. Ao responder que a pessoa vive não só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus, aponta para a perspectiva essencial que deve conduzir todos os nossos passos. A palavra de Deus constitui a fonte e a autoridade das quais emana todo ensinamento capaz de realizar as aspirações mais profundas de cada um de nós; é alimento capaz de satisfazer a fome do coração humano, desejoso de inteireza e autenticidade.
A segunda tentação refere-se à dimensão religiosa do poder. O “pináculo”, para além da parte física mais alta do Templo, representa os elevados cargos que um judeu poderia galgar na hierarquia religiosa. Esse caminho de poder, pela via religiosa, proporcionaria a Jesus prestígio e proteção muito especiais. A pessoa envolvida na “auréola” de uma espiritualidade legitimada pela ideologia do sistema religioso oficial, como era o caso do templo de Jerusalém, sente-se assegurada pela “blindagem” que seu status religioso proporciona. Jesus poderia apegar-se à sua condição divina e mostrar “sinais do céu”, como queriam os fariseus e saduceus. Poderia “forçar” a providência de Deus, solucionando magicamente os problemas humanos. A resposta de Jesus de não tentar o Senhor Deus informa-nos de que a lógica humana deve submeter-se à lógica divina e não o contrário. A vontade do Pai, de forma desconcertante, manifesta-se no caminho da obediência de seu Filho até a morte de cruz. Com isso, cai por terra toda a presunção de querer usar a Deus para a vanglória humana.
A terceira tentação indica a dimensão política do poder. Equivale à tentação da idolatria por excelência: adoração a satanás. É posicionar-se como um ser divino, com o poder de agir, de forma absoluta, sobre pessoas e bens. É a tentação de querer alcançar a felicidade suprema pela auto-afirmação e pelo domínio sobre os outros. Jesus, com certeza, confrontou-se com essa possibilidade de orientar toda a sua vida no sentido de galgar cargos políticos que lhe conferissem força e fama social. As multidões queriam fazê-lo rei... O posicionamento de Jesus, ao rejeitar essa tentação, transforma-se no caminho de superação de todo domínio e também de todo servilismo. Coloca a Deus como o único Ser digno de adoração. Jesus propõe uma nova ordem social como realização da vontade do Pai e orienta toda a sua missão para a organização dessa nova ordem. Revela, assim, a verdadeira origem do reino de justiça, fraternidade e paz: é dom de Deus e serviço abnegado dos seus filhos e filhas.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO
Deus é criador e libertador. Em seu desígnio de amor, criou o ser humano em íntima união com a mãe terra. Em sua providência generosa, garante as condições de vida digna para todas as pessoas. Deu-nos a missão de cuidar de todas as coisas, sem cair na tentação de “comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal”, isto é, de entrar na ideologia do poder, que tende a dominar as pessoas e se apossar do que é de todos. É preciso respeitar e promover o princípio da soberania de Deus sobre todas as coisas e administrá-las com justiça, evitando toda espécie de exploração.
Não cair em tentação. Durante toda a nossa vida, somos tentados a abdicar do compromisso com o projeto de Deus, deixando-nos levar por propostas diabólicas. Jesus nos ensinou o caminho de superação das tentações do poder em sua tríplice dimensão: econômica, política e religiosa. É claro que a economia, a política e a religião podem ser meios privilegiados para a construção do reino de justiça, paz e fraternidade no mundo, desde que sejam organizadas como serviço dedicado e honesto ao próximo, principalmente às pessoas mais necessitadas.
Ser portadores da graça divina. Com sua obediência radical à vontade do Pai, Jesus nos trouxe a graça da libertação de todos os males e a vida em plenitude. Seguindo seus passos, podemos ser portadores da graça divina, defendendo e promovendo o direito à vida digna sem exclusão. Para isso, são fundamentais o cuidado e o respeito para com a natureza. A Campanha da Fraternidade nos aponta sugestões práticas.


Fonte: Vida pastoral - paulus. 

02/03/2011

Arquidiocese de Salvador promove Seminário Sobre CF 2011 - Jeane Maria e Michael Mutinda *

"O homem foi criado para cuidar da terra, a beleza da loucura de Deus, a consequência do seu amor infinito", disse dom Gregório, bispo auxiliar de Salvador, ao concluir o seminário da Campanha da Fraternidade 2011 que aconteceu no dia 27 de fevereiro, no Instituto Nossa Senhora de Salette, na cidade de Salvador.

O evento contou com a participação de um bom número de leigos e leigas, religiosos e religiosas, de diversas paróquias e dioceses. Foram convidados como palestrantes do evento especialistas e representantes de órgãos governamentais e do terceiro setor para discutir sobre "Fraternidade e Vida no Planeta", tema da CF deste ano.
Seguindo a metodologia do "ver, julgar e agir", o seminário destacou os problemas ecológicos atuais que atingem a sociedade como aquecimento global, fenômeno causado pela emissão de gases poluentes que provocam mudanças climáticas no planeta, tendo como consequências enchentes, secas e queimadas.

José A. Peixoto, membro do grupo de defesa e promoção socioambiental (GERMEN) e Nabôr de Jesus Filho (Apoio Ambiental) mostraram que os problemas ambientais no Brasil, ocorrem desde a época da colonização, passando pelos diversos ciclos da economia (pau-brasil, cana-de-açúcar, café e ouro).

Atualmente, os principais problemas estão relacionados com as práticas agropecuárias predatórias, o extrativismo vegetal e a má gestão dos resíduos urbanos. Segundo os especialistas, os principais agravantes de ordem rural e urbana são:

- a perda da biodiversidade em razão do desmatamento e das queimadas;
- a degradação e esgotamento dos solos decorrente das técnicas de produção;
- a escassez da água pelo mau uso e gerenciamento das bacias hidrográficas;
- a contaminação dos corpos hídricos por esgoto sanitário;
- a poluição do ar nos grandes centros urbanos.

"O índice de desmatamento em nosso território é tão alarmante que chega a pontuar proporcionalmente o Brasil como o segundo país, atrás apenas da China, com maiores áreas devastadas em todo o mundo", afirmou o professor Nabôr.

A análise do tema da CF na ótica da espiritualidade, particularmente sobre a maneira como as religiões percebem e assumem o compromisso ecológico, ficou por conta dos professores Consuelo Medauar (Cristã) e Marcus Alessandro S. Silva (do Candomblé). Os conferencistas concordaram que Deus não fez a natureza para ser destruída pelo ser humano, mas para que os seres humanos, através dela, encontrasse o seu Criador.

A última sessão focou no "agir", e teve como objetivo incentivar os participantes a se engajarem na luta pela defesa do meio ambiente. A partilha e a troca de experiências sobre a importância da reciclagem e da coleta seletiva, o reaproveitamento das matérias primas, entre outros, dominaram os debates. Dom Geraldo, bispo emérito de Salvador, destacou alguns fatores que comprometem o meio ambiente, como a produção do lixo e o esgoto, as poluições. O bispo lembrou que "o ser humano deve aprender a cuidar e preservar a natureza", concluiu.

*Jeane Maria e Michael Mutinda são membros da PJ, são Brás, Salvador.

Fonte: Revista Missões

18/02/2011

NEEDED: MISSIONARY APOLOGISTS - Jonah Makau

Around the second century a new genre of Christian writing began to emerge. It was called Christian apology. It was a public defense of Christianity and was written by educated Christians, converts from paganism, who were called apologists. They defended Christianity from suspicion, criticism, and hostility by vigorously attacking popular religious ideas and practices, and by presenting Christianity as consistent with the best of classical philosophical reflection of the time.

The Christian apology therefore was not addressed to the members of the Church, but to those outside it, especially the imperial authorities. It was written against the background of Christianity being regarded as an illegal religion within the Roman Empire, where Christians were liable to be subjected to persecution for the practice of their faith any moment.

Today, a reality is arising which necessitates apologists or defenders of the faith. Although some people may not feel that Christianity is threatened, many agree that religion, or rather religiosity is. Unlike the apologists who were defending the faith from mostly external forces, today, as Christians, we are finding ourselves having to defend the faith from a rapidly growing secularism from within.

Why? Because while it should have been easy to counter this growing ideology, it is proving to be an uphill task to fight an ideology which has been gradually assimilated into the lives of the people, to an extent that many of us have become its propagators without knowing it. What can you say for example of a young girl in one of our parishes here in Nairobi (Kenya), who has found herself at loggerheads with the pastors after she got what she considered a God-sent lucrative opportunity to make money through advertisement of condoms for a certain company through billboards, television and other far reaching means of the mass media? How can one convince the young girl, and many other young people, that not every opportunity is the will of God and a manifestation of his providence? And note that this issue of contraceptives is just one of the many issues which are against our faith, yet which seem to have been silently accepted by our society.

To me, it is surprising that while in the second century, when the apologists were defending the Church the doctrines were not refined and clear (remember that at that time the controversies about the nature and relations of the persons of the Holy Trinity were on), today the majority of the truths of our faith are clearer to most of us, yet we seem to be finding it difficult to live our faith effectively. The most scaring thing however is that still equipped with this knowledge of our faith, somehow we are finding rational reasons (or excuses) as to why it should not apply to some certain situations of our lives. Call it selective application of the word of God and Church teaching or whatever you want, but the truth is that we are gradually losing the tenets of our faith and this is becoming a culture.

The solution
As a result of this trend, there is a dire need for missionary apologists today. People who do not take evangelization as just proclamation of the gospel, or converting non-Christians to Christ, but as a task of bringing the good news into all the strata of humanity from within and making it new (Evangelii Nuntiandi, 24). This to many may mean re-catecheses or re-evangelization of the already Christians, but to me it means making evangelization a process which embraces “both the personal and collective consciences of the people, the activities in which they engage, and the lives and concrete milieu which are theirs” (EN, 19).

It means re-inculturating the gospel values in the lives of the people, as a way of helping them shed the obscure foreign anti-Christian ideologies, especially the belief that indulgence and rebellion are signs of freedom and a manifestation of the acquisition of human rights. Although this may look like the work of the local clergy, for us Consolata missionaries this could mean including this reality among the new areopaguses of our mission. Why? Because first as missionaries we are aware that inculturation of the Christian faith into peoples’ lives is what evangelization is, and that cannot be separated from witness of life. Second, we also know that witness of life is the first and primary form of evangelization, since this, and only this, gives credibility to the proclamation of the good news of God’s reign, which it itself a permanent priority in mission.

This is what the Church teaches when she reminds us that today people put more trust in witness that in teachers, in experience than in teaching, in life and action than in theories (Redemptoris Missio, 42). May we be fast to see and act on the spreading need to defend the Church from within. May we become apologists of our time.

16/02/2011

Bem - aventurado José Allamano: discípulo e missionário da Palavra

Dia 16 de fevereiro, celebramos a festa do Bem-aventurado José Allamano,
Fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata.
     

No dia 30 de setembro de 2010, após dois anos da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos ocorrida de 5 a 26 de outubro de 2008, o papa Bento XVI assinou a Exortação Apostólica Verbum Domini. Abordando o tema: "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja", o papa lembra que "não existe prioridade maior do que esta: reabrir ao homem atual o acesso a Deus, a Deus que fala e nos comunica o seu amor para que tenhamos vida em abundância (cf. Jo 10, 10)" (VD 2).

A Igreja, portanto, é chamada a viver a "tensão missionária de anúncio da Palavra de Deus que cura e redime todo o ser humano; ainda hoje Jesus ressuscitado nos diz: Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a criatura" (Mc 16, 15) (VD 121). Partindo das considerações da Verbum Domini buscaremos ler a experiência da Palavra vivida pelo Bem-aventurado José Allamano cuja memória litúrgica celebramos no dia 16 de fevereiro.

“On Death and Dying“

The idea of death makes one aware of one's life, one's vital being – that which is impermanent and will one day end.   When ...