02/03/2011

Arquidiocese de Salvador promove Seminário Sobre CF 2011 - Jeane Maria e Michael Mutinda *

"O homem foi criado para cuidar da terra, a beleza da loucura de Deus, a consequência do seu amor infinito", disse dom Gregório, bispo auxiliar de Salvador, ao concluir o seminário da Campanha da Fraternidade 2011 que aconteceu no dia 27 de fevereiro, no Instituto Nossa Senhora de Salette, na cidade de Salvador.

O evento contou com a participação de um bom número de leigos e leigas, religiosos e religiosas, de diversas paróquias e dioceses. Foram convidados como palestrantes do evento especialistas e representantes de órgãos governamentais e do terceiro setor para discutir sobre "Fraternidade e Vida no Planeta", tema da CF deste ano.
Seguindo a metodologia do "ver, julgar e agir", o seminário destacou os problemas ecológicos atuais que atingem a sociedade como aquecimento global, fenômeno causado pela emissão de gases poluentes que provocam mudanças climáticas no planeta, tendo como consequências enchentes, secas e queimadas.

José A. Peixoto, membro do grupo de defesa e promoção socioambiental (GERMEN) e Nabôr de Jesus Filho (Apoio Ambiental) mostraram que os problemas ambientais no Brasil, ocorrem desde a época da colonização, passando pelos diversos ciclos da economia (pau-brasil, cana-de-açúcar, café e ouro).

Atualmente, os principais problemas estão relacionados com as práticas agropecuárias predatórias, o extrativismo vegetal e a má gestão dos resíduos urbanos. Segundo os especialistas, os principais agravantes de ordem rural e urbana são:

- a perda da biodiversidade em razão do desmatamento e das queimadas;
- a degradação e esgotamento dos solos decorrente das técnicas de produção;
- a escassez da água pelo mau uso e gerenciamento das bacias hidrográficas;
- a contaminação dos corpos hídricos por esgoto sanitário;
- a poluição do ar nos grandes centros urbanos.

"O índice de desmatamento em nosso território é tão alarmante que chega a pontuar proporcionalmente o Brasil como o segundo país, atrás apenas da China, com maiores áreas devastadas em todo o mundo", afirmou o professor Nabôr.

A análise do tema da CF na ótica da espiritualidade, particularmente sobre a maneira como as religiões percebem e assumem o compromisso ecológico, ficou por conta dos professores Consuelo Medauar (Cristã) e Marcus Alessandro S. Silva (do Candomblé). Os conferencistas concordaram que Deus não fez a natureza para ser destruída pelo ser humano, mas para que os seres humanos, através dela, encontrasse o seu Criador.

A última sessão focou no "agir", e teve como objetivo incentivar os participantes a se engajarem na luta pela defesa do meio ambiente. A partilha e a troca de experiências sobre a importância da reciclagem e da coleta seletiva, o reaproveitamento das matérias primas, entre outros, dominaram os debates. Dom Geraldo, bispo emérito de Salvador, destacou alguns fatores que comprometem o meio ambiente, como a produção do lixo e o esgoto, as poluições. O bispo lembrou que "o ser humano deve aprender a cuidar e preservar a natureza", concluiu.

*Jeane Maria e Michael Mutinda são membros da PJ, são Brás, Salvador.

Fonte: Revista Missões

18/02/2011

NEEDED: MISSIONARY APOLOGISTS - Jonah Makau

Around the second century a new genre of Christian writing began to emerge. It was called Christian apology. It was a public defense of Christianity and was written by educated Christians, converts from paganism, who were called apologists. They defended Christianity from suspicion, criticism, and hostility by vigorously attacking popular religious ideas and practices, and by presenting Christianity as consistent with the best of classical philosophical reflection of the time.

The Christian apology therefore was not addressed to the members of the Church, but to those outside it, especially the imperial authorities. It was written against the background of Christianity being regarded as an illegal religion within the Roman Empire, where Christians were liable to be subjected to persecution for the practice of their faith any moment.

Today, a reality is arising which necessitates apologists or defenders of the faith. Although some people may not feel that Christianity is threatened, many agree that religion, or rather religiosity is. Unlike the apologists who were defending the faith from mostly external forces, today, as Christians, we are finding ourselves having to defend the faith from a rapidly growing secularism from within.

Why? Because while it should have been easy to counter this growing ideology, it is proving to be an uphill task to fight an ideology which has been gradually assimilated into the lives of the people, to an extent that many of us have become its propagators without knowing it. What can you say for example of a young girl in one of our parishes here in Nairobi (Kenya), who has found herself at loggerheads with the pastors after she got what she considered a God-sent lucrative opportunity to make money through advertisement of condoms for a certain company through billboards, television and other far reaching means of the mass media? How can one convince the young girl, and many other young people, that not every opportunity is the will of God and a manifestation of his providence? And note that this issue of contraceptives is just one of the many issues which are against our faith, yet which seem to have been silently accepted by our society.

To me, it is surprising that while in the second century, when the apologists were defending the Church the doctrines were not refined and clear (remember that at that time the controversies about the nature and relations of the persons of the Holy Trinity were on), today the majority of the truths of our faith are clearer to most of us, yet we seem to be finding it difficult to live our faith effectively. The most scaring thing however is that still equipped with this knowledge of our faith, somehow we are finding rational reasons (or excuses) as to why it should not apply to some certain situations of our lives. Call it selective application of the word of God and Church teaching or whatever you want, but the truth is that we are gradually losing the tenets of our faith and this is becoming a culture.

The solution
As a result of this trend, there is a dire need for missionary apologists today. People who do not take evangelization as just proclamation of the gospel, or converting non-Christians to Christ, but as a task of bringing the good news into all the strata of humanity from within and making it new (Evangelii Nuntiandi, 24). This to many may mean re-catecheses or re-evangelization of the already Christians, but to me it means making evangelization a process which embraces “both the personal and collective consciences of the people, the activities in which they engage, and the lives and concrete milieu which are theirs” (EN, 19).

It means re-inculturating the gospel values in the lives of the people, as a way of helping them shed the obscure foreign anti-Christian ideologies, especially the belief that indulgence and rebellion are signs of freedom and a manifestation of the acquisition of human rights. Although this may look like the work of the local clergy, for us Consolata missionaries this could mean including this reality among the new areopaguses of our mission. Why? Because first as missionaries we are aware that inculturation of the Christian faith into peoples’ lives is what evangelization is, and that cannot be separated from witness of life. Second, we also know that witness of life is the first and primary form of evangelization, since this, and only this, gives credibility to the proclamation of the good news of God’s reign, which it itself a permanent priority in mission.

This is what the Church teaches when she reminds us that today people put more trust in witness that in teachers, in experience than in teaching, in life and action than in theories (Redemptoris Missio, 42). May we be fast to see and act on the spreading need to defend the Church from within. May we become apologists of our time.

16/02/2011

Bem - aventurado José Allamano: discípulo e missionário da Palavra

Dia 16 de fevereiro, celebramos a festa do Bem-aventurado José Allamano,
Fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata.
     

No dia 30 de setembro de 2010, após dois anos da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos ocorrida de 5 a 26 de outubro de 2008, o papa Bento XVI assinou a Exortação Apostólica Verbum Domini. Abordando o tema: "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja", o papa lembra que "não existe prioridade maior do que esta: reabrir ao homem atual o acesso a Deus, a Deus que fala e nos comunica o seu amor para que tenhamos vida em abundância (cf. Jo 10, 10)" (VD 2).

A Igreja, portanto, é chamada a viver a "tensão missionária de anúncio da Palavra de Deus que cura e redime todo o ser humano; ainda hoje Jesus ressuscitado nos diz: Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a criatura" (Mc 16, 15) (VD 121). Partindo das considerações da Verbum Domini buscaremos ler a experiência da Palavra vivida pelo Bem-aventurado José Allamano cuja memória litúrgica celebramos no dia 16 de fevereiro.

11/02/2011

Racismo: ninguém sente, ninguém vê, ninguém sabe o que é - Ana Maria Gonçalves

Diante de tantos anos de negação e silêncio, é preciso começar a entender que os preconceitos, como o racismo, são produtos da cultura na qual estão inseridos, e como tais adaptam-se às condições de manifestação aceitáveis e estabelecidas pela sociedade, manifestando-se às claras ou de forma velada e simbólica.

Diante da revelação feita por um famoso cantor brasileiro, negro, de que sua filha de seis anos estava sendo discriminada durante a aula em uma das escolas de balé mais tradicionais de São Paulo, com as outras alunas se recusando a dar as mãos para ela, ou do depoimento de uma menina, também de seis anos, aluna de escola pública, no qual conta que as coleguinhas não querem brincar com ela durante o recreio porque sentem nojo por ela ser negra, resta-nos parar e perguntar: a quantas situações de humilhação essas e outras crianças continuarão a ser submetidas pela vida afora, antes que a sociedade tome para si a responsabilidade de discutir, entender e combater o racismo?

O racismo, como o percebemos hoje, é uma instituição relativamente recente na história na humanidade. Até por volta da Idade Média, os principais fatores de discriminação eram religiosos, políticos ou referentes à nacionalidade e à linguagem do indivíduo. No século XV, quando os europeus desembarcaram na África, e principalmente com o início do tráfico negreiro, usaram a ciência a favor do colonialismo e desenvolveram teorias de superioridade evolutiva, baseadas em diferenças biológicas, que justificavam seus interesses de expansão e poder. Estava criado o racismo etnocêntrico, fundamentado em doutrinas bíblicas, filosóficas e científicas que não resistiram à evolução dos tempos, mas que deixaram marcas indeléveis e profundas nas sociedades que as usaram para justificar a escravidão, como é o caso da sociedade brasileira. O conceito de "raça" - e termos derivados - hoje em dia é apenas político e social, e se justifica porque os traços físicos (cabelo, cor da pele, formato de nariz e boca etc) característicos da população negra ainda estão ligados à percepção negativa historicamente construída.

No final do século XIX, com a abolição da escravatura e ainda sob forte influência das teses de superioridade europeia, começa a ser colocado em prática um projeto de construção de uma nova nação brasileira, que deveria ser melhorada através do embranquecimento de seu povo. Acreditava-se que, com o passar dos anos, marginalizada, inferiorizada, difamada e abandonada à própria sorte, a população negra desapareceria. Até mesmo o acesso à educação e a possibilidade de conseguir trabalho lhe foram negados, com o governo dando total prioridade a políticas que subsidiaram a vinda de mais de 3 milhões de imigrantes europeus para o Brasil. Algumas décadas mais tarde, a teoria do embranquecimento deu lugar à da miscigenação, que acabou criando um dos mitos mais prejudiciais à luta contra o racismo: o mito da democracia racial. Foi ele que, durante décadas, impediu o Brasil de se tornar um país realmente democrático, com tratamento e oportunidade iguais para todos, ao negar reconhecimento a um problema que atinge mais da metade da nossa população.

Diante de tantos anos de negação e silêncio, é preciso começar a entender que os preconceitos, como o racismo, são produtos da cultura na qual estão inseridos, e como tais adaptam-se às condições de manifestação aceitáveis e estabelecidas pela sociedade, manifestando-se às claras ou de forma velada e simbólica. É por isso que apenas a razão, que nos levou a criar leis que criminalizam atitudes racistas e algumas ações afirmativas, não será suficiente para modificar o imaginário e as representações coletivas negativas que se tem do negro na nossa sociedade, como observa o antropólogo e professor Kabengele Munanga na apresentação do livro Superando o racismo na escola. Segundo ele, "considerando que esse imaginário e essas representações, em parte situados no inconsciente coletivo, possuem uma dimensão afetiva e emocional, dimensão onde brotam e são cultivadas as crenças, os estereótipos e os valores que codificam as atitudes, é preciso descobrir e inventar técnicas e linguagens capazes de superar os limites da pura razão e de tocar no imaginário e nas representações. Enfim, capazes de deixar aflorar os preconceitos escondidos na estrutura profunda do nosso psiquismo".

Se hoje já se admite que o Brasil é um país racista, é preciso admitir também que nossos pensamentos e atitudes são condicionados por essa cultura e essa ideologia racista, pois crescemos introjetando e reproduzindo o que já está estabelecido socialmente. Para mostrar como isso funciona, um interessante trabalho, desenvolvido no departamento de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, analisa pesquisa realizada com crianças de 5 a 8 anos. Foi pedido a essas crianças que desenhassem uma criança branca e uma criança negra e as classificassem, em termos de preferência, em relação a cinco categorias: riqueza, beleza, inteligência, proximidade e contato. O resultado foi um alto índice de racismo, com a criança negra sendo fortemente rejeitada em todas as categorias. O que o estudo queria mostrar é que as crianças são abertamente preconceituosas, e que essa característica perde força a partir da maturação das estruturas cognitivas que permitem que ela deixe de julgar as pessoas com quem se relaciona apenas pela aparência e passe a levar em conta conceitos como bondade ou amizade. Acabou mostrando também que o racismo, longe de desaparecer com a idade e a necessidade de socialização, caso não haja nenhuma iniciativa nesse sentido por parte de pais e/ou educadores, é introjetado e velado pelo aprendizado das normas sociais vigentes, passando a se manifestar de forma indireta e, em muitos casos, inconsciente. O racismo volta então a habitar e alimentar o inconsciente coletivo, que trata de reproduzi-lo de uma geração para outra, tornando-o cada vez mais insidioso, difícil de provar e combater.

Por isso, cabe tão bem a pergunta da campanha Diálogos Contra o Racismo - Pela Igualdade Racial: onde você guarda seu racismo? Complemento com mais uma: o que você tem feito para não deixá-lo de herança para seus filhos?

*Esta matéria é parte integrante da Revista Fórum, edição 94, de janeiro de 2011, em circulação nas bancas. Para assinar acesse - http://www.publisherbrasil.com.br/revistaforum/. Para conhecer acesse http://www.revistaforum.com.br/

Fonte: Revista Fórum

09/02/2011

HIV/Aids: Combate ao preconceito - Maria Emerenciana Raia *

"A Aids não é mortal. Mortal somos todos nós" (Herbert de Souza, o Betinho).
         Em 1988, a Organização Mundial da Saúde - OMS, instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial da Aids. Com o passar dos anos e o avanço no conhecimento da doença, a data tornou-se o Dia Mundial de Combate ao HIV. Muito mais que o combate à doença, é necessário uma luta contra o preconceito. O portador do vírus HIV ainda é marginalizado, tanto pela família, quanto pela sociedade. Poderíamos fazer uma comparação entre os portadores do HIV hoje e os leprosos no tempo de Jesus. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) afirma que há mais de 6.800 novas contaminações pelo vírus HIV no mundo todos os dias e mais de 5.700 mortes diárias em virtude da doença.

De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos no Brasil, de acordo com o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. Durante esse período, mais de 200 mil mortes aconteceram em decorrência da patologia. O Boletim Epidemiológico Aids/DST de 2009 indica que 8.157 homens e 5.501 mulheres receberam o diagnóstico no país, sendo que a maioria tem entre 40 e 49 anos. Mas, na comparação entre 2008 (20.744 em homens, e 13.733, em mulheres) e 2007 (20.496 em homens e 13.411, em mulheres), a ocorrência tem se mantido estável.

A razão de sexo (número de casos em homens dividido por número de casos em mulheres) diminuiu consideravelmente do início da epidemia para os dias atuais. Em 1986, era de 15 casos em homens para cada um em mulheres. A partir de 2003, estabilizou-se: para cada 15 diagnósticos em homens, há dez em mulheres. O que chama a atenção é que, entre 13 e 19 anos, o número é maior entre as meninas: dez contra oito em meninos. O que comemorar então no dia 1º de dezembro? Não se trata de comemoração, mas sim, de conscientização. Os portadores do HIV são nossos irmãos e irmãs, e por isso merecem respeito. Muitos sofrem mais com o preconceito, do que com os efeitos da doença.

Casas de Apoio
Os missionários da Consolata assumiram oficialmente, em 2008, a causa dos portadores do vírus HIV como "missão" na cidade de São Paulo, mas, já em 1991, padre Valeriano havia fundado o Lar Betania. As Casas de Apoio se tornam novos lares para os portadores do vírus. Não se trata de depósitos de seres humanos que esperam a morte. Mesmo no começo da epidemia, quando ainda não existiam os remédios, nas Casas de Apoio se promovia a vida em plenitude, dando esperança e coragem para vencer. Os objetivos das

Casas sempre visaram a recuperação da autoestima, da dignidade humana e divina dos moradores, em vista de uma reinserção plena no âmbito social com os seus direitos humanos respeitados. Elas continuam sendo um espaço físico de amparo e segurança, um ambiente familiar com características próprias onde a acolhida, a solidariedade, o respeito e a partilha garantem um relacionamento socioafetivo indispensável para uma recuperação plena. São quatro Casas que oferecem abrigo, acolhida e apoio: Lar Betania, para adultos, mantida pelo IMC e Casa Siloé, Lar Suzanne e Vila Vitória, para crianças, adolescentes e jovens, mantidas pela Sociedade Padre Costanzo Dalbésio. Há mais de dez anos elas existem, e já ajudaram dezenas de crianças, adolescentes, jovens e adultos a sobreviverem e a adquirirem autoestima suficiente para enfrentarem a sociedade.

Um dia específico de combate ao HIV serve para nos lembrar que a luta contra este vírus é diária, importante, e nunca deve ser negligenciada. Porém, esta data deve também nos ensinar que o combate ao preconceito é eterno. n

* Maria Emerenciana Raia é jornalista e editora da revista Missões. Publicado na edição Nº09 - Novembro 2010 - Revista Missões.

Fonte: Revista Missões

07/02/2011

Nossos avós faziam sexo melhor que nós - Luiz Felipe Pondé

Neste podcast, Pondé menciona uma cena da terceira temporada do seriado de TV americano “The Big Bang Theory“, onde o casal principal – Leonard e Penny – discute sua relação.
A ação fez Luiz Felipe Pondé lembrar da necessidade que as pessoas têm de sempre falar sobre a vida sexual, contar suas preferências e discutir “os segredos da cama”. Segundo ele, nossos avós faziam sexo melhor que nós.
“Se existe uma coisa onde muita conversa e muita explicação não funcionam é na vida sexual“, afirma o filósofo. (para OUVIR o podcast).

06/02/2011

Outro mundo possível: Fórum Social Mundial 2011 começa no próximo domingo em Dacar - Karol Assunção

Depois de quatro anos, o Fórum Social Mundial (FSM) volta ao continente africano. Desta vez, a capital senegalesa, Dacar, terá a oportunidade de sediar o evento que reunirá organizações e movimentos sociais de 123 países. A abertura oficial acontecerá no próximo domingo (6) com uma marcha que sairá da Radio Television Senegalaise (RTS) rumo a Universidade Cheikh Anta Diop, local onde ocorrerão as ações do Fórum.

Quase mil atividades autogestionadas estão programadas para acontecer até o dia 11. Duas delas convocadas pela Agência Latino-Americana de Informação (Alai) para o dia 8 de fevereiro: "A política como desafio: movimentos para os novos paradigmas de mudança”, que ocorrerá de 16h as 19h; e "A informação alternativa a serviço das mobilizações políticas e sociais”, a qual será divida em três mesas de debate, de 9h as 19h.

Como todos os anos, além das atividades autogestionadas; assembleias e celebrações também farão parte dos seis dias de programação do FSM. Destaque para o segundo dia de Fórum, dedicado ao continente anfitrião, com o Dia da África e da Diáspora. A ideia é que as resistências e as lutas dos povos do continente africano sirvam de exemplo para as demais populações do mundo.

De acordo com a organização do evento, três questões nortearão as discussões do FSM 2011: a situação mundial e a crise; a situação dos movimentos sociais pela cidadania; e o processo dos fóruns sociais mundiais. A primeira diz respeito a quatro dimensões da crise do capitalismo: a social, a geopolítica, a ecológica e a ideológica. Na ocasião, também haverá espaço para aprofundar o debate sobre a crise de civilização, apresentada durante o FSM 2009, em Belém, no Pará.

Já nos debates sobre a situação dos movimentos sociais, o foco será as lutas pela cidadania e pelo acesso aos direitos. Dentro dessa perspectiva, dois pontos serão enfatizados: os direitos ambientais na preservação do planeta; e os direitos de migrantes que ultrapassam as fronteiras, com destaque também para as diásporas.
A terceira questão, que trata sobre os fóruns sociais mundiais, apontará a importância do Fórum como lugar estratégico de encontro de movimentos e organizações de todo o mundo. Além disso, ressaltará o valor e a força dos fóruns sociais descentralizados na construção dos FSMs e de grandes mobilizações.

Atividades estendidas

A distância não impedirá aqueles que não puderem ir a Dacar de participar do Fórum. A partir de amanhã (4) até o dia 13, pessoas e organizações de várias partes do mundo podem preparar uma ação à distância e participar das atividades de "Dacar Estendida” do FSM 2011 mesmo sem estar presente fisicamente na capital senegalesa.
Os interessados devem enviar um correio eletrônico para facilit.espaco.fsm.extendido@gmail.com informando: local, data, horário, organização proponente, pessoa de contato, tema e formato da atividade.
Para mais informações, acesse: http://fsm2011.org/br

Fonte: Adital

“On Death and Dying“

The idea of death makes one aware of one's life, one's vital being – that which is impermanent and will one day end.   When ...