14/10/2011
Pastoral Vocacional: A VOCAÇÃO DE SÃO PAULO
Pastoral Vocacional: A VOCAÇÃO DE SÃO PAULO: Ninguém, mas ninguém mesmo na história do cristianismo conseguiu entender tão bem o mandato de Jesus: “Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho...
O ROSÁRIO DA VIRGEM MARIA - Jordão Maria Pessatti*
O ROSÁRIO DA VIRGEM MARIA
Pontos de história e doutrina
1. Origens históricas do Rosário
A forma atual do Rosário (como é rezado hoje) teve seu desenvolvimento na segunda metade do século XV, em base a várias formas anteriores e rudimentares. Uma tradição muito antiga afirma que os monges do Oriente – especialmente os radicados no Egito – costumavam contar as orações vocais que faziam, servindo-se de pedrinhas ou contas. Como nós passamos pelos dedos da mão as contas do Rosário, a cada Ave Maria que rezamos, assim eles, ao rezarem os Pai-nosso e as Ave Maria, em substituição aos 150 salmos da Bíblia, contavam estas orações utilizando pequenas pedras.
Mais tarde, encontrando método mais prático para contar os Pai-nosso e as Ave Maria, ao invés de usarem pequenas pedras, passaram a enfiar “contas” (pequenos caroços de frutas) numa espécie de barbante bem resistente... Ou então faziam muitos “nós” num cordão... Estes barbantes ou cordões, guarnecidos de “contas” ou “nós”, foram largamente difundidos durante os séculos X e XI, sendo batizados com os nomes latinos de “praéculae” (pequenas orações), “cómputum” (cálculo), “signácula de Pater noster” (marcadores de Pai-nosso). Este foi o primeiro esboço do nosso atual Rosário ou Terço.
O nome “Rosário” entrou em uso somente na metade do século XV, como veremos adiante. “Rosário” deriva de “rosa”. Considerando a Ave Maria uma “rosa“ desfolhada aos pés da Virgem Maria, o conjunto das Ave Maria desta devoção recebeu o nome de “Rosário”, antes denominado “Saltério Mariano” ou “Saltério de Maria”.
Desenvolvimento do Rosário
Os momentos históricos do desenvolvimento do Rosário podem ser fixados no arco que se estende do século XII ao século XVI. Mas antes de falar do desenvolvimento do Rosário, convém lembrar brevemente a história da Ave Maria. A prática de rezar a Ave Maria, como é rezada atualmente, difundiu-se no Ocidente só no começo do século XII. Nos primeiros tempos do cristianismo, até o século VII, a Ave Maria era conhecida e rezada apenas em sua primeira parte (a parte bíblica), que se encontra em Lucas (1,28); era utilizada como antífona do Ofertório da Missa do 4º Domingo do Advento. Os acréscimos do nome Jesus (na conclusão da primeira parte) e toda a segunda parte (Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém), que foi composta pela Igreja, foram introduzidos somente no final do século XV, mais precisamente falando, no ano 1483.
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Portanto, a Ave Maria foi composta pelo arcanjo São Gabriel, por Santa Isabel (mãe de S. João Batista) e pela Igreja. Gabriel a entoou: Ave (alegra-te), cheia de graça, o Senhor está contigo (Lc 1,28); Santa Isabel a continuou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre (Lc 1,42); a Igreja a completou, acrescentan-do no final da primeira parte o nome de Jesus e compondo toda a segunda parte.
A Ave Maria tornou-se uma das orações mais populares do mundo.
Tudo parece ter começado assim: nos mosteiros dos tempos antigos os monges recitavam o Ofício Divino; os monges letrados rezavam os 150 salmos da Bíblia; os monges menos letrados, sem condição de acompanhar a salmodia, substituíam os 150 salmos por 150 Pai-nosso ou por 150 Ave Maria. Daí o Rosário de Nossa Senhora ser conhecido também como “Saltério Mariano”. Com o passar do tempo, o “Saltério Mariano” foi subdividido em três partes, cada uma contendo 50 Ave Maria, rezadas em momentos diferentes do dia, à maneira do Ofício Divino.
Uma obervação: Muitos atribuem a instituição do Rosário a São Domingos de Gusmão (* 1170 + 1221). Historicamente falando, não parece certo. O “Saltério Mariano”, de fato, aparece antes do nascimento de São Domingos. O grande merecimento deste santo e dos religiosos fundados por ele (Frades Pregadores) é o de terem utilizado e divulgado amplamente esta popular oração.
OS mistérios do Rosário
No século XIV, o monge Henrique Kálkar fez uma subdivisão do Saltério Mariano, dividindo as Ave Maria em quinze dezenas (hoje ditas comumente “mistérios” do Rosário), inserindo entre uma e outra a oração do Pai-nosso.
No século XV entrou em uso também a “enunciação” e a “meditação” dos mistérios. À medida que o Saltério Mariano foi sendo conhecido e se alastrava pelo mundo, certas comunidades cristãs passaram a utilizar muitos e diferentes “mistérios”. Na prática, a enunciação dos mistérios variava muito de comunidade a comunidade. Daí, em 1521, o dominicano Padre Alberto de Castelo reduziu o número dos mistérios do Rosário, escolhendo os quinze principais, e propondo-os à meditação dos fiéis. A forma do Rosário difundida pelo Padre Alberto de Castelo foi, aos poucos, impondo-se às demais. Praticamente é a forma do nosso Rosário atual.
Do Rosário ao Terço
Entre os anos 1410 e 1439 o monge Domingos de Prússia (Colônia, Alemanha) propôs aos fiéis uma forma de Saltério Mariano de 50 Ave Maria. Seria o que hoje nós chamamos de “Terço”, ou seja, a terça parte do Rosário. Não foi uma tentativa para diminuir a extensão do Rosário, mas para dar-lhe novo vigor. O referido monge mandou acrescentar, na conclusão da primeira parte da Ave Maria, uma referência verbal explícita de um acontecimento evangélico, à maneira de cláusula explicativa do mistério contemplado, costume que ainda hoje vigora. O Papa João Paulo II, na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (RVM, 33), também lembra este modo de rezar o Rosário. (Exemplo: Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor
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é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus, [que ao terceiro dia ressurgiu dos mortos]. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.)
Difusão do Rosário
O bem-aventurado Alano a Rupe, sacerdote dominicano (* 1428 + 1478), foi um verdadeiro apóstolo da difusão do Saltério Mariano, que a partir de então começou a chamar-se “Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria”. Mas o próprio Alano a Rupe já falava de dois tipos de Rosário: Rosário antigo e Rosário novo. O antigo, era a simples recitação das Ave Maria; o novo, a recitação das Ave Maria com a meditação dos mistérios, propostos em três partes: Encarnação, Paixão e Morte de Cristo, glória de Cristo e de sua Mãe, Maria (partes que hoje designamos com os nomes de mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos).
O Papa São Pio V consagrou a forma do Rosário, a 17 de setembro de 1569, através da Bula Consueverunt Romani Pontífices. A partir de então, o Rosário deixa de ser uma oração particular das confrarias marianas e estende-se a toda a Igreja, tornando-se oração universal do povo cristão.
A nova série de mistérios do Rosário
O Papa João Paulo II, através da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (RVM), de 16 de outubro de 2002, acrescentou uma nova série de mistérios à recitação do Rosário: os mistérios da luz (ou mistérios luminosos), que focalizam cinco momentos muito significativos da vida pública de Jesus Cristo:
1. O Batismo de Jesus Cristo no rio Jordão,
2. as Bodas de Caná, onde Jesus faz sua auto-revelação,
3. o Anúncio do Reino e convite à conversão,
4. a Transfiguração de Jesus no monte Tabor,
5. a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio.
A inserção dos mistérios da luz preenche, em certo sentido, uma espécie de lacuna que existia entre os mistérios gozosos (Nascimento e Infância) e os dolorosos (Paixão e Morte de Jesus). Foi uma inserção muito sábia, que enriquece e amplia o campo de meditação da vida de Cristo, dado que o Rosário “é uma oração marcadamente contemplativa” (cf. RVM 12).
Valor inestimável do Rosário
Eis os traços fundamentais do Rosário, de acordo com o magistério da Igreja:
É oração evangélica, porque vai buscar no Evangelho as orações que o compõem, bem como a formulação dos mistérios.
É oração cristocêntrica, pois em cada Ave Maria, enquanto se louva a Mãe, proclama-se e anuncia-se também a encarnação do Filho de Deus: Bendito é o fruto do
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vosso ventre, Jesus! E também porque, nos mistérios intercalados às dezenas, medita-se sobre os grandes acontecimentos da vida de Jesus Cristo.
É oração eclesial, em razão dos importantes valores espirituais que contém: é oração simples, fácil, mas importante, porque nos leva a penetrar profundamente no mistério de Cristo e a refletir sobre alguns pontos essenciais da fé: Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.
É oração contemplativa, porquanto a contemplação dos mistérios constitui a “alma” do Rosário... Mais ainda: no Rosário reflete-se e fixa-se o olhar nos exemplos de Jesus e de Maria, assume-se uma atitude de escuta, de abertura, de acolhida.
É oração dos pobres, não só por ser uma oração ao alcance dos humildes, mas também porque nos ensina o itinerário da simplicidade, da pobreza de espírito.
Portanto, desencorajar a oração do Rosário é roubar aos pobres o pão espiritual de cada dia.
Apraz-se concluir o presente artigo, recordando algumas expressões do Papa, que nos devem incentivar à oração do Rosário (ou Terço): “Com o Rosário, o povo cristão frequenta a escola de Maria”, nossa Mãe e Mestra no seguimento de Jesus Cristo e na vivência do Evangelho (RVM 1). “Recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo” (RVM 3). “... Retomai nas mãos, com confiança, o terço do Rosário, fazendo a sua descoberta à luz da Escritura /.../, no contexto da vida cotidiana” (RVM 43).
Obs.: Este trabalho inspira-se em artigos de diferentes fontes: E. D. STAID, Rosario, in Nuovo Dizionario di Mariologia, Ed. Paoline, Milano 1986; ANGELO WALS, Il Rosario, Enciclopedia Mariana “Theotokos”, Ed. Massimo (2a. ed.); PAULO VI, Exortação Apostólica Marialis Cultus, Roma, 1974; JOÃO PAULO II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, Roma 2002.
Fonte: *Pe. Jordão Maria Pessatti, imc é Missionario da Consolata, Sp.
13/10/2011
PJ de São Brás de Plataforma realiza “Dia da Criança” em Arimbepe.
PJ de São Brás de Plataforma realiza “Dia da Criança” em Arimbepe.
"Mas pela graça de Deus sou o que sou..." (1 Coríntios 15:10)
Em alusão ao dia das crianças, a PJ de São Brás de Plataforma, Salvador, representada pelos membros – Alex (são Brás), Bruno (boleiro), Felipe (Biine Cuut), Thalisson (Frucho), Gessica (tia), Carol (eminie), Natalia (caçula), Tamiles (beata), Wellington (mbuyu), Mike (Bandiiii) e William (chorenamia) realizou nesta quarta-feira (12) o Dia da Criança Aparecidinha no aconchego da Nossa Senhora da Aparecida, em Arimbepe. Localizado a menos de 50 km de Salvador, capital da Bahia, a vila de Arembepe é banhada por uma praia belíssima, que oferece agradáveis piscinas naturais e, ao mesmo tempo, apresenta ondas propícias para a prática do surfe.
Segundo a idealizadora secretaria da PJ, numa mensagem a todos os membros, neste dia de manhã, “O jovem precisa destes momento, onde a resenha aconteça com bom humor, onde a risada aconteça para se divertir, onde o rancor e a raiva se espanta; brincar é coisa de criança feliz e o jovem deve ser uma! O jovem delinqüente sempre é uma criança que não foi amada. Cada grito, cada gesto de rebeldia e violência na verdade é um grito de socorro, uma súplica: “Me amem! Por favor! Me amem!” Mas a sociedade ao invés de amá-los e educá-los os encarcera como se fossem animais, sem qualquer dignidade nem consideração...De outra forma, essa criança desamada, carente, incompreendida, se tornará o adulto insensível, violento no lar, duro para com os mais próximos. Sentindo carência exteriorizará raiva e agressão; incompreendida irá isolar-se; feridos os seus sentimentos irá tratar os mais próximos da mesma forma como foi tratada, em comportamentos automáticos, completamente inconscientes, sem que se dê conta de sua origem (Joanna de Ângelis, In Amor, Imbatível Amor, 1998).
Fotos: por Eminie – Confire todas no Orkut da PJ...kkk
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Fonte: AMV-PJ, São Brás de plataforma, Salvador.
12/10/2011
Dom Gilson Andrade toma posse em Salvador -Por Michael Mutinda
"In Verbo Tuo - Por causa da tua Palavra" (Lc. 5,5)
Numa celebração que reuniu milhares de fiéis, padres, religiosos e religiosas, autoridades políticas e eclesiásticas, familiares, amigos e amigas, a igreja primaz do Brasil, em Salvador, BA, viu na noite desta segunda-feira, 10 de outubro, a tomada de posse de mais um pastor para o povo de Deus. Trata-se de dom Gilson Andrade da Silva, bispo auxiliar da arquidiocese de São Salvador da Bahia.
William Farias
Na sua homilia, dom Murilo iluminado pelos Evangelho segundo São João, dirigiu algumas palavras de ânimo ao novo bispo. Para ele, a pergunta de Jesus a Pedro está no grau superlativo: "Pedro, tu me amas mais que estes? E a mesma pergunta com o mesmo grau é dirigida a dom Gilson e a todos nós presente aqui. Lembramos que", disse ele, "o bom pastor deve ter, antes de técnica, o amor. O amor inspira o serviço, e a técnica mostra a maneira de fazê-lo", destacou o arcebispo. "A necessidade do rebanho não é tanto de grandes intelectos, mas de grandes corações. Corações cheios de amor, sinceridade e santidade", continuou dom Murilo. "O texto de João 21, 15 - 17, não apresenta apenas a qualificação mais importante do pastor, como também sugere qual a sua função mais importante que é apascentar o rebanho. O pastor deve apresentar a variedade de funções: evangelizar, ensinar, administrar", sublinhou.
Por causa da tua PalavraInspirado nas palavras de São Pedro antes da pesca milagrosa, dom Gilson escolheu como lema episcopal a expressão: "Por causa da tua Palavra" (In verbo tuo - Lc 5,5). Explicando a escolha, o bispo disse que o Evangelho é o ponto de partida para toda ação. "É o Palavra do Senhor que nos encoraja na missão proposta". Na sua fala de agradecimento, dom Gilson disse estar muito feliz com a nova missão que lhe foi confiada, e espera contribuir com a ação evangelizadora da Arquidiocese de Salvador. "Desejo colaborar com todo o meu coração com o nosso Arcebispo, dom Murilo e o bispo Auxiliar, dom Gregório. Quero conhecer a realidade, os sacerdotes, os seminaristas, os religiosos e religiosas, os leigos comprometidos com a Igreja, os jovens, as pessoas das paróquias, movimentos e novas comunidades. Jesus diz que o bom Pastor conhece as suas ovelhas. É só a partir daí que podemos levar a Palavra de Deus e seus dons ao nosso povo," concluiu ele.
Passo a passo, o caminho se faz
Gilson Andrade da Silva nasceu no dia 11 de setembro de 1966, no Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 4 de agosto de 1991. Cursou Filosofia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino (1985-1987); Aluno do Colégio Eclesiástico Internacional Bidasoa (Pamplona-Espanha), fez o curso de bacharelado em Sagrada Teologia na Universidade de Navarra (Espanha) - (1988-1991). Licenciado em Sagrada Teologia pela Pontíficia Universitá della Santa Croce (Roma-1997-1999).
Desde 2004 - Membro do Conselho Pastoral Diocesano. Desde 2005 - Membro da equipe de Coordenação Diocesano do Plano Pastoral de Conjunto e da Missão Popular. Diretor do Instituto de Teologia, Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Católica de Petrópolis (2004-2005). Reitor do Seminário (desde 2004). Coordenador da Pastoral da Juventude da Diocese de Petrópolis (desde 2004). Presidente da Associação Mantenedora Faculdades Católicas Petropolitanas - UCP (desde 2008).
Dom Gilson Silva foi ordenado bispo na manhã de sábado, 24 de setembro de 2011, na Catedral São Pedro de Alcântara, em Petrópolis (RJ) pelos Dom Filippo Santoro, bispo de Petrópolis, dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, e dom frei Alano Maria Pena, arcebispo de Niterói.
Fonte: AMV – São Brás, Salvador - BA.
05/10/2011
Pastoral Vocacional: A VOCAÇÃO DO PROFETA JEREMIAS
Pastoral Vocacional: A VOCAÇÃO DO PROFETA JEREMIAS: “... a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina...”. Jr. 1,10. De Michael Mutinda, Imc* Vocação. A palavra vocação vem da p...
02/10/2011
Em Salvador, São Brás de Plataforma, faz festa do Allamano - De Michael Mutinda*
“Nunca diga: isto não é comigo!”, José Allamano.
Uma celebração cheia de motivação e ânimo, na igreja matriz da paróquia São Brás de Plataforma, Salvador, neste domingo, 2º de outubro, às 9h, marcou a festa do Bem-aventurado José Allamano, fundador da Congregação dos missionários e missionárias da Consolata. A celebração presidida por Pe. Stephen Murungi, Imc, e com a presença dos missionários Jacques Kwangala, Imc, e Michael Mutinda, Imc, contou com a participação numerosa dos paroquianos, das irmãs filhas da igreja e das crianças da Infância e adolescência missionária do Quilombo do Kioio. Pe. Stephen destacou ao longo da homilia o bonito trabalho realizado pelo Beato José Allamano de sua caminhada pautada no amor a Consolata e a Cristo.
Terminando a sua homilia, o padre lembrou aos fieis que a missão precisa de corações abertos e atentos às necessidades do próximo. “As reclamações não constroem, o bem deve ser bem feito e sem barulho, como dizia José Allamano”, acrescentou ele. Ao final da sua homilia, padre Stephen lembrou a todos a importância do mês do outubro, mês das missões. “O tema da campanha missionária deste ano, Missão e Ecologia, vem nós lembrar a nossa missão e responsabilidade à criação de Deus. A terra ainda grita e a criação ainda geme com dores de parto. Somos chamados atender a este grito com o nosso cuidado da criação de Deus,” concluiu ele.
José Allamano, sacerdote para o mundo.
Nasceu a 21 de janeiro de 1851 em Castelnuovo d’Asti, na Itália. Educado na escola de Dom Bosco, e no seminário diocesano do Turim, respondeu ao chamado de Deus ao sacerdócio e foi ordenado aos 20 de setembro de 1873. Em 1880 foi nomeado reitor do santuário da Consolata e do anexo instituto de pastoral. A partir de então, até o fim da vida, sempre desenvolveu sua atividade à sombra do santuário mariano da diocese. Em 1901 fundou o instituto dos missionários da Consolata e em 1910 o das missionárias da Consolata. No dia 8 de maio de 1902 partiram para o Quênia os primeiros quatro missionários. Hoje, os missionários da Consolata estão presentes em mais de vinte e sete países, na áfrica, América, Europa e Ásia.
Morreu santamente a 16 de fevereiro de 1926, em Turim. Proclamando-o bem aventurado, no dia 7 de outubro de 1990, o papa João Paulo II selou o reconhecimento que o povo de Deus tributou ao padre José Allamano com varias expressões: “o santo da Consolata”, “pai providente e piedoso, formador e mestre do clero,” “sacerdote para o mundo”.
Depois de centenário e poucos anos a mais da fundação do instituto das missões Consolata, a proposta de Allamano da missão ad gentes, fruto de fervor de santidade, continua atual e urgente.
*Fonte: AMV – São Brás de Plataforma, Salvador.
A VOCAÇÃO DO PROFETA JEREMIAS - Michael Mutinda, Imc*
“... a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina...”.
Jr. 1,10.
Vocação.
A palavra vocação vem da palavra latina vocare que quer dizer, chamar. Vocatio é chamamento, chamar, eleger, escolher. Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus para dar a resposta a ele. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa. Falar da vocação na Bíblia, há perigo de se preocupar com a interpretação exegética, mas nós aqui faremos simplesmente uma conversa segundo o texto.
Senso bíblico da vocação
Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato. A toda vocação comporta o envio para uma missão, e a toda vocação exige ruptura com o passado. Vemos isso com a vocação de Jeremias.
Vocação de Jeremias (Jr. 1,4-10),
A vocação de Jeremias é descrita de uma maneira da bela construção literária, que encontramos no capítulo 1,4-10. Neste texto, vemos que Deus se revela a Jeremias e lhe dá a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina (Jr. 1,10). Jeremias objeta dizendo que não sabe falar. “Ah! Senhor Deus, eis que eu não sei falar, porque ainda sou uma criança” (Jr. 1,6). E Deus mesmo lhe diz: “Não tenhas medo deles, para que eu não te aterrorize à vista deles” (Jr. 1, 17). Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constitui profeta para as nações” (Jr. 1,5).
Missão marcada por medo e crise da sedução
Jeremias se mostra como um profeta medroso. Se o seu nascimento foi marcado pela alegria na casa paterna (Jr. 20,15), ele, no entanto, quando já crescido amaldiçoa o dia do seu nascimento: “Maldito o dia em que nasci” (Jr. 20,14). Jeremias demonstra claramente que não queria ter nascido. A sua mãe levou a culpa: “Minha mãe teria sido minha sepultura” (Jr. 20,17). “Mãe, minha desgraça é a vida que a senhora me deu” (Jr. 15,10). Lendo o texto de jeremias, se percebe que ele viveu na roça. Não se casou. Conhecedor do sofrimento de seu povo, Jeremias sabia que algo deveria ser feito, mas ele tinha medo. No ano 627 antes da Era Comum, no décimo terceiro ano do governo de Josias, Jeremias sente o chamado de Deus.
Os elementos essenciais da sua vocação.
Podemos sintetizar os pontos essências da vocação deste profeta em seguintes pontos:
- Deus quando chama alguém é porque este já é íntimo seu. “Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei” (Jr. 1,1-5). Com estas palavras, Jeremias narra a sua experiência de Deus.
- A missão profética e sua realização confirmam o chamado. Jeremias tem consciência que ele é um consagrado para a missão profética: “Eu te consagrei” (Jr. 1,5b). Por isso, ele não sabe fazer outra coisa senão ser profeta.
- O medo e outras limitações humanas são inerentes à vocação. Isto não é diferente com Jeremias, que, de tanto medo, apela para o não saber falar. “Eu sou criança” (Jr. 1,6).
- O profeta é porta-voz de Deus (Jr. 1,7). Jeremias terá que falar em nome de Deus e em sintonia com o povo ao qual ele foi enviado por Deus. E Deus estará com ele sempre.
- O profeta é abençoado por Deus. As palavras de Deus são colocadas em sua boca, de modo que ele fale em seu nome (Jr. 1,10).
- O profeta é seduzido por Deus. “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr. 20,7). Estas palavras proferidas por Jeremias demonstram como ele compreendeu o mistério da vocação em sua vida. Deus mudou a vida de Jeremias.
Para refletir:
- Dissemos que uma vocação acertada leva a pessoa a se sentir realizada e feliz. Concorda ou não? Se concordar, que testemunha você dá da vocação que escolheu?
- Numa comunidade cristã, Deus chama pessoas para serem responsáveis para que cada pessoa acerte na sua escolha da própria vocação e seja feliz. Pessoalmente, você está colaborando neste sentido, na sua comunidade, na sua escola, na sua família?
Fonte: Mwanaasuu.
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