05/10/2011

Pastoral Vocacional: A VOCAÇÃO DO PROFETA JEREMIAS

Pastoral Vocacional: A VOCAÇÃO DO PROFETA JEREMIAS: “... a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina...”. Jr. 1,10. De Michael Mutinda, Imc* Vocação. A palavra vocação vem da p...

02/10/2011

Em Salvador, São Brás de Plataforma, faz festa do Allamano - De Michael Mutinda*

“Nunca diga: isto não é comigo!”, José Allamano.


Uma celebração cheia de motivação e ânimo, na igreja matriz da paróquia São Brás de Plataforma, Salvador, neste domingo, 2º de outubro, às 9h, marcou a festa do Bem-aventurado José Allamano, fundador da Congregação dos missionários e missionárias da Consolata. A celebração presidida por Pe. Stephen Murungi, Imc, e com a presença dos missionários Jacques Kwangala, Imc, e Michael Mutinda, Imc, contou com a participação numerosa dos paroquianos, das irmãs filhas da igreja e das crianças da Infância e adolescência missionária do Quilombo do Kioio. Pe. Stephen destacou ao longo da homilia o bonito trabalho realizado pelo Beato José Allamano de sua caminhada pautada no amor a Consolata e a Cristo.
Numa maneira simples, o padre Stephen resumiu a reflexão feita junto com a paróquia nos três dias do tríduo a Allamano – a vida dele, a missão dos seus filhos no mundo, e as causas missionárias do instituto no Brasil. Iluminado pelas palavras do evangelho de Lucas 4, Pe. Stephen disse que hoje, e muito mais em Salvador, ainda encontramos com muitos pobres que precisa da boa nova, cativos que precisa da libertação, cegos que querem recuperação da vista, e oprimidos que buscam a liberdade. “O nosso fundador é conhecido por seus vários legados e deve ser tido como um exemplo no processo de evangelização e missão ad gentes,” disse Pe. Stephen e continuou, “olhando para José Allamano, podemos encontrar uma forma nova de evangelizar, de modo que as pessoas possam entender a boa nova de Deus à maneira simples”.
Terminando a sua homilia, o padre lembrou aos fieis que a missão precisa de corações abertos e atentos às necessidades do próximo. “As reclamações não constroem, o bem deve ser bem feito e sem barulho, como dizia José Allamano”, acrescentou ele. Ao final da sua homilia, padre Stephen lembrou a todos a importância do mês do outubro, mês das missões. “O tema da campanha missionária deste ano, Missão e Ecologia, vem nós lembrar a nossa missão e responsabilidade à criação de Deus. A terra ainda grita e a criação ainda geme com dores de parto. Somos chamados atender a este grito com o nosso cuidado da criação de Deus,” concluiu ele.

José Allamano, sacerdote para o mundo.
Nasceu a 21 de janeiro de 1851 em Castelnuovo d’Asti, na Itália. Educado na escola de Dom Bosco, e no seminário diocesano do Turim, respondeu ao chamado de Deus ao sacerdócio e foi ordenado aos 20 de setembro de 1873. Em 1880 foi nomeado reitor do santuário da Consolata e do anexo instituto de pastoral. A partir de então, até o fim da vida, sempre desenvolveu sua atividade à sombra do santuário mariano da diocese. Em 1901 fundou o instituto dos missionários da Consolata e em 1910 o das missionárias da Consolata. No dia 8 de maio de 1902 partiram para o Quênia os primeiros quatro missionários. Hoje, os missionários da Consolata estão presentes em mais de vinte e sete países, na áfrica, América, Europa e Ásia.  
Morreu santamente a 16 de fevereiro de 1926, em Turim. Proclamando-o bem aventurado, no dia 7 de outubro de 1990, o papa João Paulo II selou o reconhecimento que o povo de Deus tributou ao padre José Allamano com varias expressões: “o santo da Consolata”, “pai providente e piedoso, formador e mestre do clero,” “sacerdote para o mundo”.
Depois de centenário e poucos anos a mais da fundação do instituto das missões Consolata, a proposta de Allamano da missão ad gentes, fruto de fervor de santidade, continua atual e urgente.

*Fonte: AMV – São Brás de Plataforma, Salvador.

A VOCAÇÃO DO PROFETA JEREMIAS - Michael Mutinda, Imc*

“... a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina...”.
Jr. 1,10.
Vocação.
A palavra vocação vem da palavra latina vocare que quer dizer, chamar. Vocatio é chamamento, chamar, eleger, escolher. Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus para dar a resposta a ele. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa. Falar da vocação na Bíblia, há perigo de se preocupar com a interpretação exegética, mas nós aqui faremos simplesmente uma conversa segundo o texto.

Senso bíblico da vocação
Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato. A toda vocação comporta o envio para uma missão, e a toda vocação exige ruptura com o passado. Vemos isso com a vocação de Jeremias.

Vocação de Jeremias (Jr. 1,4-10),
A vocação de Jeremias é descrita de uma maneira da bela construção literária, que encontramos no capítulo 1,4-10. Neste texto, vemos que Deus se revela a Jeremias e lhe dá a missão de destruir, arrancar e plantar a justiça divina (Jr. 1,10). Jeremias objeta dizendo que não sabe falar. “Ah! Senhor Deus, eis que eu não sei falar, porque ainda sou uma criança” (Jr. 1,6). E Deus mesmo lhe diz: “Não tenhas medo deles, para que eu não te aterrorize à vista deles” (Jr. 1, 17). Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constitui profeta para as nações” (Jr. 1,5).

Missão marcada por medo e crise da sedução
Jeremias se mostra como um profeta medroso. Se o seu nascimento foi marcado pela alegria na casa paterna (Jr. 20,15), ele, no entanto, quando já crescido amaldiçoa o dia do seu nascimento: “Maldito o dia em que nasci” (Jr. 20,14). Jeremias demonstra claramente que não queria ter nascido. A sua mãe levou a culpa: “Minha mãe teria sido minha sepultura” (Jr. 20,17). “Mãe, minha desgraça é a vida que a senhora me deu” (Jr. 15,10). Lendo o texto de jeremias, se percebe que ele viveu na roça. Não se casou. Conhecedor do sofrimento de seu povo, Jeremias sabia que algo deveria ser feito, mas ele tinha medo. No ano 627 antes da Era Comum, no décimo terceiro ano do governo de Josias, Jeremias sente o chamado de Deus.

Os elementos essenciais da sua vocação.
Podemos sintetizar os pontos essências da vocação deste profeta em seguintes pontos:
  1. Deus quando chama alguém é porque este já é íntimo seu. “Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei” (Jr. 1,1-5). Com estas palavras, Jeremias narra a sua experiência de Deus.
  2. A missão profética e sua realização confirmam o chamado. Jeremias tem consciência que ele é um consagrado para a missão profética: “Eu te consagrei” (Jr. 1,5b). Por isso, ele não sabe fazer outra coisa senão ser profeta.
  3. O medo e outras limitações humanas são inerentes à vocação. Isto não é diferente com Jeremias, que, de tanto medo, apela para o não saber falar. “Eu sou criança” (Jr. 1,6).
  4. O profeta é porta-voz de Deus (Jr. 1,7). Jeremias terá que falar em nome de Deus e em sintonia com o povo ao qual ele foi enviado por Deus. E Deus estará com ele sempre.
  5. O profeta é abençoado por Deus. As palavras de Deus são colocadas em sua boca, de modo que ele fale em seu nome (Jr. 1,10).
  6. O profeta é seduzido por Deus. “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr. 20,7). Estas palavras proferidas por Jeremias demonstram como ele compreendeu o mistério da vocação em sua vida. Deus mudou a vida de Jeremias.

Para refletir:
  1. Dissemos que uma vocação acertada leva a pessoa a se sentir realizada e feliz. Concorda ou não? Se concordar, que testemunha você dá da vocação que escolheu?
  2. Numa comunidade cristã, Deus chama pessoas para serem responsáveis para que cada pessoa acerte na sua escolha da própria vocação e seja feliz. Pessoalmente, você está colaborando neste sentido, na sua comunidade, na sua escola, na sua família?
 Fonte: Mwanaasuu.

29/09/2011

Anjos do Senhor e a sua teologia - Portal Starnews


Anjos do Senhor
Nossos Guardiões Celestiais
Salmo 90, 11-12
Porque aos seus anjos Ele mandou que te guardem
em todos os teus caminhos, eles te sustentarão
em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.

~ Hierarquia dos Anjos ~
Alguns Papas da Igreja distinguiram três grupos divididos em três hierarquias, e cada hierarquia em três coros:
• Os Serafins, os Querubins e os Tronos
• As Dominações, as Virtudes e as Potestades
• Os Principados, os Arcanjos e os Anjos
A distinção dos anjos em nove coros, agrupados em três hierarquias diferentes, mesmo que não conste explicitamente na Revelação, é de crença geral.
Essa distinção é feita em relação a Deus, na condução geral do mundo, ou na condução particular dos Estados, das companhias e das pessoas.
Os três coros da primeira hierarquia, glorificam a Deus, como diz a Sagrada Escritura:
"Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono... Os Serafins estavam por sobre o trono... clamavam um ao outro e diziam:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos (Is. 6, 1-3). O Senhor reina... está sentado sobre querubins" (Sl. 98, 1).
Os três coros inferiores aos acima enunciados estão relacionados com a conduta geral do universo. E os três últimos Coros dizem respeito a conduta particular dos Países, das instituições e das pessoas.

Leia mais sobre:
1. Natureza dos anjos
2. Anjos da sagrada escritura

– Os 9 Coros Angélicos, agrupados em três hierarquias
• Serafins — do grego "séraph", abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus* e é seu privilégio estar unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.
• Querubins — do hebraico "chérub", que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como "plenitude de sabedoria e ciência". Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros Anjos que estão abaixo deles.
• Tronos — algumas vezes são chamados "Sedes Dei", (Sejas de Deus). Também assistem ante o trono de Deus, e é sua missão assistir aos Anjos inferiores na proporção necessária.
• Dominações — São assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angelicais encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus ministérios.
• Potestades — ou "condutores da ordem sagrada", executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.
• Virtudes — cujo nome significa "força", são encarregados de eliminar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim, e mantendo assim as criaturas e a ordem da Divina Providência.
• Principados — Como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, as províncias, e as dioceses; são assim denominados pelo motivo de que sua ação é mais extensa e universal.
• Arcanjos — São enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.
• Anjos — Os que têm a guarda de cada pessoa em particular, para desviá-la do mal e encaminhá-la ao bem, defendê-la contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-la ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual e corporal e, a cada instante, enviam as luzes, forças e graças que necessitam.
(*) "Assistir" ante o trono de Deus tem dois significados: um é quando recebem Suas ordens; quando Lhe oferecem as orações, boa obras e votos dos mortais; quando defendem contra os demônios as causas das pessoas no Tribunal Supremo; quando fixam seu olhar nos raios da luz divina para perceber as delícias inefáveis que constituem sua felicidade. "Neste último sentido, todos os Anjos, sem excetuar nenhum, são "assistentes diante de Deus", porque todos gozam, sem interrupção, da Visão Beatífica, inclusive quando se ocupam do desempenho de alguma missão no governo do mundo. Porém, em outro sentido estrito, a expressão "assistir ante o trono de Deus designa os Anjos da primeira hierarquia, e que não podem ser empregados nos ministérios exteriores" (cfr. Corn. A Lapide, in Tob. XII, 15; apud Mons. Gaume, Tratado del Espíritu Santo, Granada, Imp. Y Lib. Española de D. José Lopez Guevara, 1877, p. 137 ).


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Teologia dos Anjos.
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São Tomás de Aquino (1225-1274), este grande e indiscutível mestre de teologia, autor de tantos escritos filosóficos e teológicos, na sua obra fundamental Summa Teológica, dedicou grande atenção aos anjos e a todas as questões teológicas ligadas a eles. Falou com tanta acuidade e profundidade e soube exprimir-se de modo tão convincente e sugestivo que seus contemporâneos atribuíram-lhe o epíteto de Doctor Angelicus, Doutor Angélico.
São Tomás afirma que a natureza dos anjos é puramente imaterial e espiritual, que seu número é incalculável e eles têm graus diferentes de sabedoria e perfeição, estando subdivididos em hierarquias. Os anjos nem sempre existiram. Eles foram criados por Deus, talvez antes do mundo material e do homem. São dotados de livre-arbítrio e é exatamente por causa dele que uma parte cai no pecado da soberba, do orgulho e da inveja, tornando-se anjos decaídos, demônios incapazes de amar a Deus e ao homem criado por Ele. Tomás de Aquino, portanto, estava perfeitamente habilitado para explicar o problema dos anjos, falar de sua natureza, de sua missão. Ele dedicou aos anjos as questões 50 a 64 da Summa Teológica I.

Quase todas as páginas da Bíblia atestam a existência desses puros espíritos. Basta recordar os querubins que guardam o Paraíso terrestre (Gn 3,23), os três anjos que aparecem a Abraão (Gn 18,19 etc.), o arcanjo Rafael, que acompanha Tobias e o liberta (Tb 5,1ss.), o arcanjo Gabriel, que anuncia a Encarnação do Verbo, os anjos que anunciam o nascimento de Jesus aos pastores, a sua Ressurreição (Lc 1; 9,28; 24,4ss. e par.), os inúmeros anjos do Apocalipse (1; 11; 8,4ss.). O termo arcanjo só aparece em São Judas e 1Tes., 4, 15; porém São Paulo nos dá outras duas listas de nomes das cortes celestiais. Nos diz (Ef 1, 21) que Cristo está "por cima de todo Principado, Potestade, Virtude, Dominação"; e, escrevendo aos Colossenses (1, 16), diz: "porque nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos, as Dominações, os Principados, as Potestades". Há que assinalar que São Paulo usa destes nomes para mostrar tais poderes quando (2, 15) diz que Cristo havia "despojado os Principados e as Potestades… incorporando-os a seu cortejo triunfal". Baseando-se na Escritura e na Tradição, a Igreja definiu como "verdade de fé" não apenas a existência dos anjos, mas também a sua criação. Na Bíblia fala-se muitas vezes de fileiras inumeráveis, de imensos exércitos celestes. Tudo isso faz pensar numa ordem, numa hierarquia celeste, no topo da qual se reconhece o arcanjo São Miguel (Ap 12,7-9).
Em Daniel 10, 12-21 vários anjos estão designados a vários lugares, e que os chama seus príncipes, e esta mesma situação reaparece de maneira mais notável no Apocalipse "os anjos das sete Igrejas", contudo é impossível dizer o significado preciso deste termo. Geralmente estes sete Anjos das Igrejas são considerados os Bispos que ocupam estas sedes. São Gregório Naziazenzo em sua carta aos bispos em Constantinopla em duas ocasiões diz "Anjos", segundo o idioma do Apocalipse.

O tratado "De Coelesti Hierarchia" atribuído a São Dionísio Areopagita, e que exerceu uma grande influência entre os escolásticos, trata com muitos detalhes as hierarquias e ordens dos anjos. Geralmente se considera que este trabalho não pertence a São Dionisio, e que foi escrito alguns séculos depois. A seguinte passagem de São Gregório Magno (Hom. 34, em Evang.) nos dá uma idéia clara do ponto de vista dos doutores da Igreja acerca deste ponto:
Sabemos pela autoridade da Escritura que existem nove ordens de anjos: Anjos, Arcanjos, Virtudes, Potestades, Principados, Dominações, Tronos, Querubins e Serafins. Que existem Anjos e Arcanjos quase todas as páginas da Bíblia nos diz, e os livros dos Profetas falam de Querubins e Serafins. São Paulo, também, escrevendo aos Efésios enumera quatro ordens quando diz: "sobre todo Principado, Potestade, Virtude, e Dominação"; e em outra ocasião, escrevendo aos Colossenses diz: "nem Tronos, Dominações, Principados, ou Potestades". Se unirmos estas duas listas, teremos cinco Ordens, e agregando os Anjos e Arcanjos, e Serafins, teremos nove Ordens de Anjos.
São Tomás (Summa Teológica I:108), seguindo São Dionisio (De Coelesti Hierarchia, VI, VII), divide os anjos em três hierarquias cada uma das quais contém três ordens. Sua proximidade ao Ser Supremo serve como base para esta divisão. Na primeira hierarquia estão os Serafins, Querubins, e Tronos; na segunda, as Dominações, Virtudes, e Potestades; na terceira, os Principados, Arcanjos, e Anjos. Os únicos nomes que nos dão as Escrituras de anjos em particular são os de Rafael, Miguel, e Gabriel, nomes que significam seus atributos. Os livros judeus apócrifos, como o Livro de Enoc, nos dão o de Uriel e Jeremiel, enquanto que outras fontes apócrifas nos dão muito mais, como por exemplo Milton em seu "Paraíso Perdido".

Nas Sagradas Escrituras, alguns dos Anjos têm nomes próprios: O do Arcanjo Miguel é mencionado pelo Profeta Daniel, Ap. Judas e no Apocalipse (Josué 5:13, 12:1; Jud. 9; Apoc. 12:7-8). O nome Miguel, em hebraico, significa "Quem senão Deus?" Nas Escrituras Ele é Chamado "chefe do Exército do Senhor" e é representado como principal Guerreiro contra o diabo e seus seguidores. Habitualmente é representado com uma espada de fogo na mão. O nome Gabriel significa "Forte de Deus". O menciona o Profeta Daniel e o Evangelho de Lucas (Dan. 8:16; 9:21 e Luc. 1:19-26). Nas Escrituras é representado como mensageiro de Mistérios Divinos. Aparece com um ramo do Paraíso na mão. Nas Escrituras se nomeiam três Anjos mais Rafael — "Ajuda de Deus" (Tov. 3:16; 12:12-15); Uriel — "Fogo de Deus" (3 Esdras 4:1, 5:20); Sela-fiel — "O que ora a Deus" (3 Esdras 5:16). Qual é a finalidade dos Seres do mundo espiritual? Aparentemente eles são criados para serem perfeitos reflexos da Grandeza e da Glória de Deus, compartilhando Sua Bem aventurança. Sobre o céu visível se disse: "Os céus farão saber a Glória de Deus".
– Querubins e Serafins
Dois termos de não fácil interpretação para designar os seres entre os que se encontra Deus são os de "querubins" e "serafins". Os serafins aparecem unicamente no capítulo 6 de Isaías rodeando o trono de Deus e servindo-lhe de ministros. O significado etimológico do termo talvez tenha que ver com o hebraico srf e poderíamos traduzi-lo em consequência como "os ardentes". São descritos providos de rosto e pés humanos ao mesmo tempo que com seis asas. Com quatro delas se cobrem o corpo e com as duas restantes voam, indicando assim provavelmente a prontidão com que servem a Javé.
Os querubins, que a partir do arcaico karabú havia que interpretar como "os poderosos", aparecem no Antigo Testamento muito frequentemente para indicar o lugar em que se encontra Javé, o lugar em que habita nesta terra. Javé se senta "entre" ou "sobre" os querubins. São os querubins que custodiam a Arca da Aliança.
(cf. Ex 25,18; 1 Re 6,23; 2 Cor 5,8). Devemos considerar a Arca da Aliança como o assento que se encontra Javé. Por isso se conserva nela o livro da Aliança do mesmo modo como os reis guardam sob o trono os exemplares de seus tratados e alianças. Os querubins são representados originalmente na forma humana, só que, providos de asas. Estes querubins, guardiões da Arca da Aliança "entre" ou "sobre" os quais se encontra a presença de Javé no Sanctum Sanctorum do templo de Jerusalém, são uma representação terrena da morada celestial de Deus. Deus está sentado no céu sobre os querubins e sobre eles viaja (cf 2 Sam 22,11 e Sal 18,11) e é assim como aparece a Ezequiel (Ez 29,3; Sir 49,8). Javé os utiliza também como servidores. Deus colocou um querubim com espada flamejante na porta do Paraíso para impedir a entrada do homem até a árvore da vida (Gn 3,24).

Fonte: http://www.starnews2001.com.br/hierarquia.html

Arcanjo São Miguel - St. Michael - Michele - Mikael e outros

Hoje, dia dedicado aos Santos Anjos peçamos a intercessão dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael sobre todos os nossos pedidos e intenções.

Oração ao Arcanjo São Gabriel
São Gabriel
Ó glorioso Arcanjo São Gabriel, chamado “Fortaleza de Deus”, príncipe excelentíssimo entre os espíritos angélicos, embaixador do Altíssimo que merecestes ser o escolhido para anunciar à Santíssima Virgem a encarnação do divino Verbo em suas puríssimas entranhas. Nós te suplicamos, roga a Deus por nós, pobres pecadores, para que conhecendo e adorando esse inefável mistério, consigamos gozar do fruto da divina redenção na glória celestial. Amém

 Oração ao Arcanjo São Miguel
 São Miguel II
São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, defendei-nos com o vosso escudo contra as armadilhas e ciladas do demônio.
Deus o submeta, instantemente o pedimos;
E vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e  aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

 Oração ao Arcanjo São Rafael
São Rafael II
Fica conosco, ó Arcanjo Rafael, chamado “Medicina de Deus”!
Afastai para longe de nós as doenças do corpo, da alma e do espírito e trazei-nos saúde e toda a plenitude de vida prometida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém
 Glorioso Arcanjo Rafael, que dignastes tomar a aparência de um simples viajante para vos fazer o protetor do jovem Tobias…
Vinde em nosso socorro no momento das tentações e ajudai-nos a afastar de nossas almas e de nossos trabalhos todas as influências do mal.
Ensinai-nos a viver neste espírito de fé que sabe reconhecer a misericórdia divina em todas as provações e as utilizar para a salvação de nossas almas.
Obtende-nos a graça de uma inteira conformidade com a vontade divina: seja que ela nos conceda a cura dos nossos males ou que recuse o que lhe pedimos. São Rafael, guia, protetor e companheiro de Tobias, dirigi-nos no caminho da salvação, preservai-nos de todo perigo e conduzi-nos ao céu. Amém.

22/09/2011

Também as crianças têm sua atividade apostólica - por Mike

Em Salvador, Infância e Adolescência Missionária prepara seus assessores


"Também as crianças têm sua atividade apostólica.
Foto: Sheila Santos (Complic@d@...Valeria)
Segundo sua capacidade, são testemunhas viventes de Cristo entre seus companheiros". 
(Apostolicam Actuositatem, no. 12)

         A Igreja de Salvador na Bahia, vem se preocupando com a formação de seus líderes, principalmente dos jovens para colaborar na evangelização.
          A Igreja tem grandes esperanças em sua capacidade de mudar o mundo enquanto aposta na formação dos futuros líderes. Isto se mostrou claramente para com a Infância e Adolescência Missionária - IAM, que nos dias 17 a 19 de setembro, organizou no Colégio Frei Ludovico, de Salvador, uma formação para os assessores da Obra.

Orientado por Irma Islaneide, missionária e religiosa das Pias Mestras Venerini, o curso contou com a participação de jovens e adultos da Arquidiocese de Salvador e de outras dioceses.
Para melhor compressão do tema, a assessora dividiu a formação em reflexões e oficinas: história e carisma da IAM, os doze passos para a implantação da IAM, as quatro áreas integradas da sua existência, o perfil do assessor, a psicopedagogia das idades, o ELMI, auto-estima do missionário e a espiritualidade missionária. Na sua colocação, Irma Islaneide sublinhou que na IAM, os protagonistas são as crianças e adolescentes. "A coordenação dos grupos é por conta deles", disse ela. "O adulto que os auxilia é apenas um assessor que orienta e motiva as crianças e adolescentes, deixando que eles assumam suas responsabilidades e atuem com espontaneidade e liberdade", conclui.

Uma Obra para todas as crianças
Fundada em 1843 por dom Carlos de Forbin-Janson (1785-1844), em Paris (França), a Obra da Infância Missionária hoje está presente em mais de 100 países. Em 1922, o papa Pio XI a declarou Pontifícia, isto é, Obra do Papa, e, portanto, de toda a Igreja, juntamente com as Obras Missionárias da Propagação da Fé e de São Pedro Apostolo, às quais uniu-se em 1956, a União Missionária, constituindo-se as Pontifícias Obras Missionárias - POM. No Brasil, ela foi trazida por missionários francesses, em 1858. Embora a obra tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro.

O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância Missionária. Um plano ambicioso: prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos de que necessitam as crianças de todos os lugares, culturas, raças e crenças.

Fonte: AMV – São Brás, Salvador - BA.

18/09/2011

“Maria acolhedora, promotora e defensora da Vida” é tema da festa em Salvador - Mike

Missionários da Consolata, membros da Comunidade Maria de Nazaré, jovens vindo do interior do Estado da Bahia e centenas de fiéis se reuniram, neste domingo (11), para celebrar a festa de Nossa Senhora de Nazaré.

Alegria e louvor foram os sentimentos que tomaram conta da comunidade que pertence à paróquia São Brás de Plataforma, na periferia de Salvador. Basta lembrar que a devoção à Maria no meio popular é grande. Prova disso são as diferentes formas utilizadas pelas comunidades cristãs, para demonstrar sua devoção a Nossa Senhora de tantos nomes, traço importante da religiosidade do povo.

Em preparação para a festa, a comunidade Maria de Nazaré, organizou noites de Novena, com temas e reflexões diversas que ajudaram os paroquianos a aprofundar seu conhecimento sobre a Padroeira.

A celebração eucarística foi presidida pelo padre Stephen Erastus Murungi, pároco da paróquia São Brás, e concelebrada pelos padres Kyoung Ho Han e José Roberto Garcia, missionários da Consolata. A comunidade recebeu "Maria acolhedora, promotora e defensora da Vida", tema principal da festa neste ano.

"Hoje", disse padre Stephen durante a celebração, "em tempo de celebridades, de supervalorização dos centros urbanos, da cultura do sucesso e da imagem é bom lembrar a expressão: Maria de Nazaré. Para Deus, não importa a aparência, o lugar de proveniência, os títulos. Conta, sobretudo, a qualidade do gesto.
E nisto, Maria de Nazaré tem muito a nos ensinar - acolher, promover e defender a vida," sublinhou.

Após a missa, cantos, louvores e orações animaram a procissão com a imagem da Nossa Senhora de Nazaré. Com a bênção final, a assembleia se despediu levando consigo o ensinamento de Maria que devemos ser mais animados a crescer na fé, pois compreendemos que não estamos prontos e que a vida é uma travessia. Descobrimos também que até as crises de fé são oportunidades de crescimento. Reconhecemos que somos peregrinos na fé e nos colocamos, com alegria e humildade, no caminho do Senhor para acolher, promover e defender a vida, como fez Jesus.

Fonte: AMV – São Brás, Salvador

“On Death and Dying“

The idea of death makes one aware of one's life, one's vital being – that which is impermanent and will one day end.   When ...