20/09/2010

Livro de Jonas e Migrações - Alfredo J. Gonçalves, CS *

Embora esteja colocado entre os profetas do Antigo Testamento, de acordo com os estudiosos do assunto, o Livro de Jonas não é exatamente uma profecia. Da mesma forma que o Livro de Rute, trata-se, em ambos os casos, de uma "história exemplar" com fins didáticos. Tanto um como o outro, aliás, datam do período pós-exílio, tempo de Esdras e Neemias, quando se tornou comum abordar determinado tema da Tora através de uma espécie de novela pedagógica. O livro segue o esquema de um roteiro narrativo com uma conclusão ética e teológica, procurando alertar para a necessidade de uma mudança de comportamento em relação a Deus e em relação à vivência religiosa.
No caso de Jonas, o tema que está em jogo é a infinita misericórdia de Deus. A história tem a finalidade de romper com o nacionalismo estreito do Povo de Israel, tentando mostrar que o amor de Deus ultrapassa todas as fronteiras. Além de combater uma mentalidade campestre, segundo a qual a cidade é o lugar do pecado e do mal, o livro busca a superação da xenofobia contra os estrangeiros e contra os pagãos, tão enraizada na população de Jerusalém. Como se pode notar, a pequena novela constitui um antídoto contra qualquer tipo de discriminação e de fundamentalismo religioso. Nem precisaria acrescentar que, no contexto do terrorismo e das guerras de religião que vão se multiplicando cada vez mais, o livro ganha uma força atual e evidente.
O roteiro da história subdivide-se em quatro partes: a) uma série de fugas por parte do profeta; b) uma parada para oração, reflexão, meditação; c) o anúncio e a conversão do povo de Nínive; d) a lição final de Javé. Tendo como pano de fundo, por um lado, o universo da mobilidade humana, com as mais distintas formas de migrações e deslocamentos de massa e, por outro, o crescente intercâmbio de pessoas, povos e culturas diferentes, tentaremos seguir a trajetória de Jonas através de uma leitura que é, ao mesmo tempo social, pastoral, psicológica e espiritual.
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* Alfredo J. Gonçalves, CS, superior provincial dos missionários carlistas e assessor das pastorais sociais.
Fonte: Alfredo J. Gonçalves, CS

16/09/2010

25° DOMINGO DO TEMPO COMUM - SERVIR A DEUS OU A DEUS-DINHEIRO (Espiritualidade do Mercado) - Por Michael Mutinda*

Deus é o centro de nossas vidas ou somos
mais um da espiritualidade dos mercados? (Lc. 16, 1-13)!
Estamos diante de gestos e atitudes que o ser humano até hoje só reservava ao supremo e à divindade e a nenhuma outra criatura. Por isso o mercado é idolátrico. Sua característica é gerar frustrações e a partir daí exigir vidas humanas que soam sacrificadas na busca da felicidade material. Precisamos resgatar o mercado como realidade humana, portanto, eminentemente social.
As relações de mercado são relações sociais que regem a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Sendo relações sociais, o social e não o individual deve comandar as prioridades e orientar a lógica de sua implementação histórica não as demandas do mercado, muitas vezes artificiais, mas as necessidades da vida humana em sua realização concreta, material, pessoal, social, cultural e espiritual.
O que Jesus nos diz é muito sério! E justamente por isso deve ser encarado com seriedade: "Ninguém pode servir a dois senhores. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro". (Mt. 6,24).

Fonte: MwanaaSuu.

15/09/2010

Os Porque(s) - Por Keli Santos*

Porque, porquê, por que e por quê podem ter o mesmo som, mas na hora de escrever são completamente diferentes.

Porque “tudo junto” é uma conjunção e, assim, liga duas orações, indicando entre elas relação de causa, fim ou explicação. Um exemplo é a frase: Não fui ao supermercado, porque estava chovendo.

Porquê “tudo junto com acento” é o de uso mais fácil. É substantivo. Pode ser trocado pela palavra razão, como na frase “Não entendo o porquê de tanto frio neste mês”.

Por que “separado e sem acento” é usado para substituir termos como “pelo qual”, “por qual razão”, “pelas quais”. Se dá quando há a junção da preposição por com o pronome relativo ou interrogativo “que”. Exemplo: “Por que ele não foi se encontrar com você naquele dia?”

Por quê “separado com acento” ocorre sempre que a palavra “que” estiver no fim da frase, como na frase: “Ela não compareceu à reunião e não avisou por quê”.

Fonte: Keli Ferreira dos Santos é professora de letras e estudante de direito em SP.

O CELIBATO - O Carisma e a Vocação Pessoal - Por Michael Mutinda*

Celibato e Sexualidade.
É importantíssimo salientar que, ao tratar das repercussões do celibato, há que levar em conta que o religioso não abdica de sua sexualidade, mas, sim, renuncia à expressão genital dessa sexualidade. Não há como alguém abdicar de sua sexualidade, uma vez que ela é uma característica estrutural da personalidade de cada pessoa.  
Na maioria das tradições religiosas há o preceito da castidade. Esse preceito é geralmente mal entendido porque lhe é dada uma interpretação moralista, numa tentativa de excluir ou destruir a forca da sexualidade, o que não é possível. Visto que a sexualidade é inerente ao ser humano, não há como suprimi-la. O Maximo que se pode alcançar por esse caminho é a sua repressão da sexualidade, o que é danoso para o ser como um todo as alternativas existentes para lidar com a questão do celibato são, ao contrario da visão moralista, a afirmação e/ ou a transformação da sexualidade. Nesse caso, “não se trata de excluir a energia do sexo, mas de renunciar ao seu uso e à sua dissipação nas relações físicas comuns e procriadoras com indivíduos do outro sexo. Conversa-se o seu potencial, que é, contudo, destacado do plano ‘dual’ e aplicado a um plano diferente.” [1] Para Duffy, desde uma perspectiva espiritual, o celibato não é somente a liberdade de dedicar-se ao apostolado, mas um chamado e uma opção por relacionar-se com Deus e com outros em relações não genitais que geram vida para o sujeito e para os demais.[2] Segundo Evola, na principal maneira para que tal intuito se realize, o celibato não pode depender meramente de uma derivação de uma pulsão sexual, mas, sim, ter o propósito de transcender o sexo, o que é bem diferente. O resultado dessa verdadeira conversão não é a aversão puritana pelo sexo, mas, sim, a indiferença e a calma sentidas perante ele. Tal resultado não pode ser conseguido, acreditam muitos, por obediência[3]. Se essa é a proposta mais claramente religiosa, há que convir ser ela para poucos, como, aliás, levanta Valle:
O problema, no caso dos padres, possui uma dupla especificidade: a igreja propõe a eles um ideal de vida que supõe a castidade celibatária por causa do reino. Ora, essa proposta só tem sentido, psicologicamente falando, para quem tem um nível razoável de maturidade psicoespiritual. O nó do problema é, portanto, saber se os padres são ou não emocional, afetiva e sexualmente integrados e se a dimensão da fé se insere ou não nesse arranjo sua personalidade total.[4]
Para muitos religiosos, essa proposta de celibato como transcendência está bastante distante da pratica de suas vidas, de modo que não raro encontramos tentativas moralistas de lidar com o celibato. Afetos reprimidos não são afetos integrados e, por causa disso, tendem a provocar sofrimento e crises ou uma vida de aparências, com praticas sexuais escusas, culposas, dissociadas. Como bem afirma Duffy, é necessária uma formação integral e um trabalho pessoal que possibilitem o desenvolvimento de uma espiritualidade integradora da afetividade e da sexualidade, para não haver uma cisão entre a oração e a conduta. Às vezes, afirma ele, ma cisão entre vida emocional e espiritualidade deriva de falta de conhecimentos sobre a própria sexualidade, percebida com temor e como tentação, o que faz a pessoa – em vez de escutar-se e discernir o que acontece em seu intimo – fugir, negar ou criticar-se duramente pelo que está sentido. Então, se isso ocorre, a formação recebida antes não permitiu a internalização dos valores e o desenvolvimento das habilidades necessárias para viver a solitude e as demandas do ministério.[5]
Optando pelo celibato, é possível a um padre vivê-lo como uma escolha consciente e livre, fundamentada em uma religiosidade intrínseca. Isso não quer dizer que, uma vez feita essa escolha, o padre já não terá problemas com relação a tal condição. A escolha pelo celibato não é algo que se faça uma única vez, mas trabalho que se realiza durante toda uma vida. É preciso clarear a realidade de que o celibato é uma experiência difícil e cheia de tensão e que se supõe que seja difícil. Isso porque a realidade é que uma vida de castidade celibatária é inevitavelmente solitária, e essa solidão é o ponto mesmo do celibato, não um efeito secundário incômodo[6]. Dlugos afirma que é comum as pessoas de vida consagrada se sentirem imensamente aliviadas quando se dão conta de que a experiência de uma solidão dolorosa tem valor, sentido e propósito, em vez de ser um sinal de que são débeis, inadequados ou inaptos para o estilo de vida celibatário.[7] O que indica a integração ou não da sexualidade para uma pessoa é o sentido que a sexualidade ocupa em sua vida, e isso independe da pratica de relações sexuais.
A vida sexual promíscua, por exemplo, não pode ser tida como integrada, por mais relações sexuais que a pessoa tenha, da mesma forma que a vida celibatária apenas por obediência extrínseca também não pode ser tomada como integrada.[8] Com integração, Dlugos quer dizer o processo que permite que todos os diversos aspectos da personalidade humana funcionem juntos, sem o domínio desordenado de um sobre os outros e sem o menoscabo de algum aspecto em relação a outros. É uma afirmação existencial. Portanto, reconhecer-se como ser sexual é uma das forcas que possibilitam uma vida celibatária saudável e integrada, é um dos fundamentos da identidade sexual.[9] Não podemos, no entanto, deixar de provocar debates do celibato obrigatório, um debate ao qual nenhum católico pode ficar alheio.
Nas considerações acerca de sua pesquisa, Valle sugere que a questão do celibato deve ser trabalhada com mais realismo e humildade no seio de toda a igreja. E completa:
O celibato obrigatório não pode mais continuar sendo objeto de interditos extrínsecos. O debate não pode se restringir à discussão só do lado disciplinar e canônico da questão... Não é uma questão de lei. Contam aqui o carisma e a vocação pessoal. Os próprios padres precisam perceber que o essencial é se ajudar a chegar a uma maestria teologal (não a teológica!) da vivência da sua sexualidade, como ponte para uma espiritualidade que ajude o povo de Deus a viver esse dom com maior liberdade e responsabilidade.[10]  


[1] EVOLA, Julius. A metafícisa do sexo. Lisboa: Afrodite, 1976.
[2] DUFFY, Kevin Flaherty. Espiritualidad, afectividad e integración psicosexual en el acompanãmiento de sacerdontes y religiosas(os). Humanistas: Revista de investigación. San José: Universidad Católica de Costa Rica, n.2, v.2, 2006, p. 104-124.
[3] EVOLA, Julius, Op. Cit. 1976.
[4] VALLE, João Edênio R. (org.) Padre, você é feliz? Uma sondagem psicossocial sobre a realização pessoal dos presbíteros do Brasil. São Paulo: Loyola, 2003.
[5] DUFFY, Kevin,... Op. Cit. 2006.
[6] ÊNIO, Brito... Op. Cit. P. 37.
[7] DLUGOS, Raymond. Enfoques psicoterapêuticos a las dificultades afectivas y sexuales en sacerdotes y religiosas (os). Humanistas: Revista de investigación. San José: Universidad Católica de Costa Rica, n.2, v.2, 2006, p. 68-86.
[8] Ibid. p.68-86.
[9] Ibid. p.68-86.
[10] VALLE, João Edênio R. Sexualidade humana e experiência religiosa. Revista de Estudos da Religião. São Paulo: Loyola, 2006. p. 66-84.


* Fonte: MwanaaSuu.

O GRANDE PASTOR LENDO A BIBLIA

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ÁFRICA - Doações Atrasam o Desenvolvimento? - De Michael Mutinda.

         As doações para fins humanitários dos países ricos impedem a África de se firmar por conta própria? Me pergunto, e muitos outros também fazem a mesma pergunta. Há pouco tempo que a crise económica global revelou os riscos que correm as economias africanas por depender demasiado dos fluxos externos para a geração de receitas. Em primeiro lugar, a dependência de matérias-primas significa que muitos países africanos continuam vulneráveis às reviravoltas do resto do globo. Mas a realidade é outra como sabemos, além das muitas companhas que vêm por ai nas redes. A realidade africana abrange diferentes regimes políticos, vivências históricas, contextos culturais e religiosos, contextos económicos e geográficos. Além disso, coexistem zonas de insegurança e centros de estabilidade. Alguns países do continente africano viveram e vivem períodos de paz duradoura, de segurança, de estabilidade económica e política e de participação democrática, enquanto outros continuam imersos em conflitos intermináveis.

O Que está Acontecendo?
É verdade que não faltam fatores de crescimento. A exploração sustentável dos recursos naturais, o desenvolvimento agrícola, o investimento nos recursos humanos criam um clima favorável ao investimento. Vários países africanos são ricos em recursos naturais, o que permite um verdadeiro desenvolvimento sustentável. Contudo, os países ricos anunciam mais e mais doações a cada ano. De acordo com o eco­nomista queniano James Shikwa­ti, o dinheiro da ajuda inter­nacional prejudica o setor produtivo e a livre-iniciativa. No Quênia, por exemlpo, parte do dinheiro que entra de doações interna­cionais é investida no setor de tele­comunicações e controlado pelo estado de forma ineficiente. Desse modo, fica difícil para o setor privado competir com as empresas estatais; A situação na agricultura é ainda pior. O envio de toneladas e toneladas de alimentos atrapalha os produtores locais. Eles param de produzir o pouco que têm, porque são incapazes de competir com os alimentos distribuídos gratuitamen­te à população. Assim, criam-se novas famílias de pessoas pobres, que pas­sam a depender da ajuda internacio­nal. É uma espiral sem fim, que tam­bém desestimula o comércio de ali­mentos entre os países africanos. Assim, as ajudas internacionais fazem mais mal do que bem à África, porque as modalidades com que são distribuídas não são corretas. E como disse outro economista africano, essas doações são ‘ajudas mortais, que salvam os ditadores e condenam a África ao subdesenvolvimento’.

O Passado para qual Futuro?
Dados de CEA mostram que na década de 80, a África Subsahariana recebeu 83 bilhões de dó­lares em auxilio. No mesmo período, o padrão de vida na região caiu 1,2% ao ano. A doação só tornou essa regiao da África mais dependente de ajuda. Como medida útil para se sustentar, que é o que os países afri­canos precisam, as doações não aju­dam em nada. A Áfri­ca necessita de uma chance para ser capaz de administrar e comercializar as próprias riquezas. E nas palavras do, Demba Moussa Ndembélé Demba Moussa Dembélé, economista e pesquisador senegalêseconomista e pesquisador Senegalês, a África Demba Moussa Dembélé, economista e pesquisador senegalêsDemba Moussa Dembélé, economista e pesquisador senegalêsprecisa conquistar a capacidade de resolver os seus problemas. Tem de descobrir os seus potenciais, pois isso sim poderá melhorar a vida. Para isso precisa de um clima de investimento fiável e atractivo, a estabilidade e o nível de governação dos países, a transparência, o diálogo com os meios empresariais nacionais e internacionais e a integração regional para o desenvolvimento económico.

Fonte: MwanaaSuu.

HOMOFOBIA na África

“É melhor para eu ter um cadáver de um filho,
do que aceitar que meu filho é gay!” – Ditado Nigeriano.


De modo geral, o continente africano seria o lugar mais perigoso e pior para um homossexual viver? Segundo os dados da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), a prática da homossexualidade é ainda hoje considerada ilegal para os homens gays em mais de 29 países e para as mulheres lésbicas, em mais de 20 países. Já nos anos de 1781, o historiador inglês Edward Gibbon, asseverava a inexistência da homossexualidade no continente africano, na obra Historia do declino e decadência do império romano: ‘acredito e confio que os negros, no seu país, não estão expostos a essa pestilência moral’. Na maior parte da áfrica subsaariana, a homossexualidade é um assunto que não é de discussão publica. Na áfrica mediterrânea e oriental, existem políticas fracas em relação à homossexualidade.
Em geral, homossexualidade é um tabu na áfrica, e homossexuais conhecidas sofrem de varias maneiras: são excomungados e as suas tribos os negam. Eles não são bem-vindos ao ponto que as pessoas fogem deles. Contudo, isso não significa que não haja uma sociedade no baixo do pano de homossexuais. Em alguns países como Egito e África do Sul, há uma visibilidade de homossexuais e existe uma legislação nacional que proíbe a discriminação baseada na orientação sexual. Porém, outros países como Uganda e Quênia, homossexualidade é crime - ilegal e perseguido com penas que variam desde multa pensada, tortura emocional até a prisão perpétua e morte. Nos últimos anos, diversas têm sido as autoridades destes países que divulgaram declarações extremamente homofóbicas ou adotaram medidas altamente repressivas contra os homossexuais.

Há Caminho?
Com as acusações de pedofilia e homossexualidade da igreja católica na Europa e nas Américas, a igreja em África se mantém praticamente em silencio sobre esses escândalos que quase não fez grande ondulação na mídia local. Certamente, a África não é imune à mesma praga de abuso sexual. É claro que o que acontece na Europa e ou nas Américas afeta a igreja como um todo. Isso poderia ser que, o comportamento do clero em áfrica não tenha sido exposto aos meios de comunicação como em outras partes do mundo.  
Quanto às leis colocadas contra a homossexualidade pelos estados, há muitos na áfrica que apreciam o esforço dos governos de quererem proteger a família tradicional e seus valores. Apoiada na Sagrada Escritura que apresenta a homossexualidade como depravação grave, a tradição africana sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários a lei natural. Fecham o ato sexual ao Dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.
Por tanto, as pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã. (Lv 18,22; CIC 2358-2359)

“On Death and Dying“

The idea of death makes one aware of one's life, one's vital being – that which is impermanent and will one day end.   When ...